Setor estuda diminuir a produção, por causa do excesso de oferta.
Produtores brasileiros já sentem impacto da gripe aviária
Redação AI (22/02/06)- Os impactos da gripe aviária, que já atingiu países da Ásia e da Europa, já são sentidos pelos produtores e exportadores brasileiros de frango. De acordo com dados da União Brasileira dos Avicultores (UBA), quase metade da produção do setor é destinada à exportação. O Brasil é responsável por 43% do mercado mundial de exportação de carne de aves. Para dar um exemplo, 40% dos pintinhos produzidos no país destinam-se à venda para outros países.
Os números ainda não estão refletidos nas estatísticas de entidades como a Associação Brasileira dos Produtores de Exportadores de Frango (ABEF), mas, segundo o presidente executivo da associação, Ricardo Gonçalves, os reflexos são sentidos no volume de negócios fechados e nas pressões para baixar preços na negociação dos contratos de exportação.
A gripe aviária faz com que haja excesso de oferta de carne no mercado, devido às restrições de consumo nos países atingidos pela doença.
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Já em janeiro apareceram pressões para colocar os preços para baixo destacou Gonçalves.
De acordo com o diretor da União Brasileira de Avicultura (UBA), Ariel Mendes, o setor tenta se ajustar à nova realidade e já está trabalhando “no vermelho”. Segundo ele, em São Paulo o quilo do frango vivo é vendido a R$ 1, enquanto o custo de produção está em torno de R$ 1,20.
A UBA estima que entre as medidas necessárias para serem adotadas pelo setor estão, por exemplo, a redução da produção, com queda entre 15% e 20% do mercado de alojamento de pintinhos, além de redução do número de frangos criados por metro quadrado.





















