Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,54 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,10 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,04 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,07 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,89 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 197,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.289,02 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,38 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,45 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 175,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 177,24 / cx

O Brasil pegou ou não a doença holandesa?

Nem aftosa, nem gripe aviária. Há quem diga que o nosso mal é a moeda forte.

Compartilhar essa notícia

Redação 06/03/06- Nas últimas semanas, alguns economistas têm apontado que a maior prioridade no Brasil deveria ser o combate a um mal conhecido como doença holandesa. Eles não se referem a nenhum problema fitossanitário com o poder de arruinar o agronegócio como a febre aftosa e a gripe aviária , mas sim a um cenário econômico em que a valorização da moeda de um país joga contra a indústria de transformação ao reduzir as exportações e estimular importações.

Os clínicos de plantão começaram a diagnosticar a doença no Brasil a partir do segundo semestre de 2005. De acordo com os manuais da área econômica, o mal foi encontrado pela primeira vez na Holanda, na década de 60, quando o país começou a extrair petróleo e gás natural no Mar do Norte. As exportações desses recursos naturais saltaram de forma abrupta, o que levou a seguidos superávits comerciais.



A doença se desenvolveu com os seguintes sintomas: valorização da moeda nacional, aumento nos custos de produção internos e redução das exportações de bens industrializados. Sem o tratamento adequado, o quadro evoluiu para a falência de empresas e o fechamento de fábricas.

Em artigos recentes, economistas de renome dizem que o Brasil está com os sintomas e já sofre com os efeitos da doença holandesa. Para Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES, não há dúvida: o Brasil está com o problema. O ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, Delfim Netto, também cita a doença como algo que o país tem de enfrentar. Affonso Celso Pastore, ex-ministro da Fazenda, diz que a analogia com o fenômeno que ocorreu na Holanda é tentadora.

É provável que neste momento a abordagem cautelosa de Pastore seja a mais fiel ao conceito de doença holandesa. Afinal, o superávit comercial brasileiro não foi impulsionado pela descoberta de recursos naturais, nem pela expansão isolada do segmento de produtos agrícolas básicos. O que houve aqui tem a ver com outros fatores: o crescimento mundial pujante abriu a oportunidade para que empresas brasileiras dos mais diversos setores exportassem, com o benefício adicional dos preços internacionais altos. O saldo comercial recorde pressionou para baixo as cotações do dólar.

Os fenômenos são comparáveis porque algumas condições especiais levaram a um grande aumento nas exportações, afirma o economista Nílson Maciel de Paula, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Só que não são iguais, diz. Na Holanda, houve concentração da atividade econômica em um único segmento, o petrolífero, e regressão generalizada em outros setores exportadores. No Brasil, a regressão é pontual e não há concentração em uma indústria em especial. Outra característica que separa os dois processos econômicos é que a valorização do real frente ao dólar, de 17% em 2005, ganhou um empurrão do Banco Central, através da alta taxa básica de juros.

O economista Júlio Gomes de Almeida, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) avalia que o país sofre de uma doença que merece ser batizada com o nome brasileira. Sua característica principal é uma instabilidade muito grande no câmbio, provocada por uma sucessão de idas e vindas na área econômica. Desde 1999, o real já passou por três inversões de tendência. Essa doença crônica desestimula a indústria. Mesmo assim, o setor se mantém dinâmico e procura se diversificar, comenta.

Os sintomas da doença brasileira carregam o paradoxo da expansão das exportações em diversas áreas combinada ao fechamento de fábricas. Vamos ter problemas em setores com maior índice de nacionalização, prevê Pedro Paulo da Silveira, economista-chefe da Global Invest. Entre eles, estão as indústrias de calçados, madeira beneficiada e móveis. Outros segmentos são beneficiados pelo custo menor de componentes e equipamentos e se mantêm competitivos, explica.

Assuntos Relacionados gripe aviaria
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 70,32
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,49
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 127,91
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 9,64
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,61
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,54
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,10
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,04
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,07
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 173,38
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 174,89
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 191,38
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 197,27
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 163,71
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 187,34
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,24
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.289,02
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.156,38
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 200,45
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 175,07
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 160,48
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 177,24
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341