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Arábia Saudita quer importar todos os produtos oferecidos pela agricultura brasileira

Como o país esta reduzindo suas plantações locais para economizar água para o consumo humano, este planeja aumentar suas importações.

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Redação (04/03/2008)- Em encontros com representantes da Câmara de comércio Brasil-Arábia e o Ministério da Agricultura, ontem, em Riyadh, líderes sauditas declararam que as rendas obtidas pela produção do petróleo e do hábito de consumo da região estão permitindo aumentar a demanda de alimentos. Como o país esta reduzindo suas plantações locais para economizar água para o consumo humano, este planeja aumentar suas importações brasileiras.

Arábia Saudita quer expandir as importações de produtos agrícolas brasileiros para garantir suplementos para seu crescente mercado consumidor, reporta Alexandre Rocha. “ Nós precisamos de tudo, aquilo que vier será consumido”, falou essa semana, em Riyadh, o diretor geral dos laboratórios e controle de qualidade no Ministério da Indústria e Comércio do país, Mohammed Al-Debasi durante um encontro com representantes da Câmara de Comércio Brasil-Arábia e do Ministério da Agricultura.

Apesar da crescente demanda, causada pela renda vinda do petróleo e do hábito de consumo da região, o país, que já é um grande importador de alimentos, está reduzindo suas plantações com o objetivo de economizar água para o consumo humano. “Nós temos milhares de hectares voltados para a agricultura, porem eu não sei se esta ira continuar pela questão da água”, disse Abdulrahman Al-Kanhal, assistente de Relações Exteriores para o secretário geral do Conselho Geral das Câmaras de Comércio e Industria da Arábia Saudita, durante outro encontro ontem.

A delegação brasileira tinha encontros no Ministério da Agricultura, no Ministério da Industria e Comércio e no Conselho das Câmaras. Em todas as discussões, a necessidade do país de expandir suas importações agrícolas era clara. Os sauditas mencionaram a demanda de gado vivo, frango, ovos, lacticínios, milho e soja, dentre outros produtos. O diretor geral de Quarentena de Plantas e Vegetais do Ministério da Agricultura da Arábia Saudita, Abdul Ghaniy Al-Fadhl, por exemplo, ficou surpreso ao saber que o Brasil tem aproximadamente 200 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo. “Por que vocês ainda não exportam animais vivos para o nosso país?” ele questionou.

Arábia Saudita possui gado, ovelhas, cabras e camelos para a produção de carne e leite, mas o país precisa importar animais principalmente para reprodução. Atualmente o país importa de nações com Síria, Argentina, Uruguai, Paraguai, Sudão e Djibouti. Em cabras e carneiros, o país adquire 5 milhões de cabeças ao ano. Segundo Al-Fadhl, a produção de leite é muito importante para a economia do país, que também exporta lacticínios para outros países da região. Ele disse, por exemplo, que Al-Assafi é a segunda fazenda leiteira mais importante do mundo. “Está no livro dos recordes” ele garantiu. Os sauditas, porém, devem importar gado leiteiro para reprodução.

No caso do frango, o país foi recentemente atingido pela gripe asiática e, alem de importar carne de frango, precisa importar ovos fertilizados e pintos de um dia de países como Estados Unidos e Alemanha. O diretor de Relações Exteriores do Ministério da Agricultura do Brasil, Célio Porto, disse que o governo do Brasil quer promover a exportação de itens complementares para a economia saudita e que não compitam com a produção local. “Nós não temos problema algum em importar do seu país”, disse Al-Fadhl.

O secretário geral da Câmara Brasil-Arabia, Michel Alaby, destacou que o gado brasileiro é totalmente alimentado de pasto e vegetal, e Porto adicionou que o país nunca teve nenhum caso da doença da vaca-louca. “Nós abatemos 40 milhões de cabeças de gado ao ano”, ele disse.

Diversificando fornecedores
Al-Debasi, do Ministério de Industria e Comércio, destacou que a Arábia Saudita também quer expandir o numero de companhias brasileiras que abastecem o país com carne de gado e frango, pelo fato de poucas companhias serem responsáveis por essa tarefa. Porto declarou que o governo do Brasil tem como objetivo expandir o número de companhias exportadoras, especialmente aquelas de porte médio. Al-Debasi acrescentou que os consumidores sauditas têm o habito de comprar mais comida do que precisam, um dos fatores da grande demanda.

Khaled Otaibi, conselheiro econômico do Conselho das Câmaras, destacou que o setor privado tem ganhado cada vez mais importância dentro do país, atualmente respondendo a 44% do PIB da Arábia Saudita. “E o Brasil é o nosso parceiro estratégico”, ele disse. Al-Kanhal também disse que apesar da redução das terras destinadas à produção, uma grande fabrica de alimento animal será construída no país, encorajando o crescimento da demanda da produção de cevada, milho e soja. “Nós necessitamos grande volume de produtos para isso”, ele disse.

Com o substituto do secretário geral do Conselho da Câmara, Fahad Aslimy, e com representantes do governo da Arábia Saudita, a delegação brasileira começou a planejar novos acordos e missões governamentais da Arábia Saudita para o Brasil e do Brasil para a Arábia Saudita. A conclusão foi que a melhor forma de expandir o comércio é com contato cara-a-cara.

Os encontros também incluíram o embaixador do Brasil em Riyadh, Isnard Penha Brasil Junior, o vice-presidente de marketing da Câmara Brasil-Arábia, Rubens Hannun, o coordenador de desenvolvimento de mercado na organização, Rodrigo Solano, e o diretor do Departamento de Promoção do Comércio do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio Marques.

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