Os visitantes conheceram uma grande propriedade rural onde, além do cultivo de soja em sistema de plantio direto, também é desenvolvido um projeto de recuperação de Área de Preservação Permanente.
Tecnologia usada pelos sojicultores de Sorriso (MT) impressiona australianos
Redação (04/03/2008)- A alta tecnologia utilizada pelos produtores de soja de Sorriso (MT) e região chamou mais uma vez a atenção dos estrangeiros. No final da última semana, dois australianos visitaram o município para conhecer de perto a forma como os agricultores estão produzindo e, principalmente, a atenção que os mesmo têm dado às questões sócio-ambientais que envolvem a região amazônica. Acompanhados pelo diretor da Associação de Plantio Direto no Cerrado (APDC), John Nicholas Landers e pelo diretor executivo da Associação do Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Nery Luiz Ribas, os australianos Tony Fiascher e David Connor conheceram uma grande propriedade rural onde, além do cultivo de soja em sistema de plantio direto, também é desenvolvido um projeto de recuperação de Área de Preservação Permanente (APP). De acordo com John Landers, diretor da APDC e principal articulador da visita, os agricultores de Mato Grosso e, principalmente, os agricultores de Sorriso (460 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), despertam a atenção dos estrangeiros porque estão produzindo em uma região muito visada ambientalmente, onde a utilização do plantio direto como forma de cultivar a soja tem evoluindo gradativamente. “Todos nós temos responsabilidades e precisamos assumi-las”, ressaltou Landers, referindo-se, principalmente, às questões de recuperação ambiental que envolvem o Estado. Sorriso é o maior produtor mundial do grão, são pouco mais de 600 mil hectares disponíveis à soja, a cada safra. Para os australianos, que conheceram a fazenda sede de um projeto de recuperação de APP, desenvolvido por seu proprietário Darcy Getulio Ferrarin, em parceria com o Clube Amigos da Terra de Sorriso, o desenvolvimento de sistemas de cultivo com alto nível tecnológico e a preocupação com o meio ambiente foram surpreendentes. “Acredito que a recuperação de áreas degradadas e o trabalho de educação ambiental proporcionarão aos brasileiros uma nova chance de recuperar áreas degradadas, principalmente na Amazônia”, ressaltou Connor, considerando ainda que as leis de preservação ambiental são extremamente importantes para a preservação da região amazônica. Para eles, o Brasil pode crescer muito enquanto exportador de alimentos, porém, é preciso que os agricultores estejam atentos à forma como o mundo deseja que estes alimentos sejam produzidos: com responsabilidade ambiental. Leia também no Agrimídia:





















