Indústria de produção de proteína animal é vulnerável às variações de preço do milho e soja.
Por quê suplementar as dietas com enzimas?
Redação (28/05/2008)- A indústria de produção de proteína animal, é bastante vulnerável às variações de preço do milho e da soja. Esta vulnerabilidade pode ser diminuída incluindo ingredientes alternativos desde que não sofram as mesmas variações nos preços nesse dado período e neste sentido a utilização de enzimas mostra-se bastante promissor, visando manutenção do suprimento de nutrientes similarmente à dietas milho-farelo de soja. Análises econômicas de maximização dos lucros que incluem fontes alternativas de ingredientes resultados econômicos que podem superar as ineficiências biológicas destas fontes.
Finalmente, o panorama nacional e global para os próximos anos deverá ser marcado por mudanças. Mudanças principalmente nas fontes energéticas (petróleo X biodiesel). Assim sendo, as duas principais culturas agronômicas de interesse na cadeia avícola estarão envolvidas direta ou indiretamente neste cenário. O milho podendo ser utilizado como fonte de etanol e o óleo de soja como um potencial componente do biodiesel, ou seja, o custo energético (maior componente) em rações avícolas também tende a sofrer mudanças e conseqüentemente a busca por alternativas já é e será ainda mais freqüente. O melhor aproveitamento de nutrientes e principalmente da energia dos ingredientes possibilitará a inclusão das enzimas nas matrizes de formulação com maior facilidade. O conhecimento binômio enzima-substrato, aliado a aspectos econômicos serão as formas mais coerentes de utilização deste aditivo em dietas avícolas.
Estabelecer e monitorar práticas de manejo e nutrição visando melhorar a qualidade dos ovos mantendo um desempenho adequado de poedeiras comerciais trata-se de uma iniciativa urgente para adequar produtores modernos com seu mercado consumidor altamente exigente. Apesar da dificuldade para atrelar o desempenho com qualidade de ovos mediante uma série de relações a longo prazo também é um desafio para pesquisa.
· Melhorar a disponibilidade de nutrientes
· "Quebrar" fatores antinutricionais presentes na dieta
· Para aumentar o valor nutricional de ingredientes (Pode aumentar o uso do ingrediente ou pode reduzir o custo da dieta)
· Proporcionar o emprego de alimentos de pior qualidade nutricional
· Melhorar a formulação das rações pois há menor variação da qualidade nutricional dos ingredientes e menor erro na estimativa do conteúdo em nutrientes
· Cobrir parte do papel dos antibióticos promotores de crescimento
Antônio Gilberto Bertechini, Pesquisador da Universidade Federal de Lavras.
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