O status de área livre sem vacinação permite acesso a mercados como Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul, que ainda têm restrições à carne fresca brasileira.
Minas quer alcançar certificado de zona livre da aftosa sem vacinação
Redação (30/05/2008)- Mudança de quadro. Área livre da aftosa sem vacinação é a nova investida de Minas Gerais, conforme informou o secretário de Agricultura, Gilman Viana Rodrigues. A proposta, segundo ele é chegar a este título, hoje concedido pela Organização internacional de saúde animal somente ao Estado de Santa Catarina. Gilman acredita que até 2010 Minas deve conseguir esse título, isso porque há mais de 10 anos não se registra focos de febre aftosa.
– O status de área livre sem vacinação permite acesso a mercados como Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul, que ainda têm restrições à carne fresca brasileira- informa o secretário.
Segundo Gilman Viana, esses mercados são grandes compradores e pagam preços expressivos. A retirada da vacinação reconhecida pela OIE é um avanço. Ela indica aos compradores que a região não apresenta ameaça rotineira de contaminação, embora seja necessária a manutenção de uma vigilância ostensiva.
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Só no Norte de Minas o número de reses chega a 2,5 milhões, conforme a Sociedade Rural de Montes Claros. O Ima – Instituto mineiro de agropecuária havia dito que a última vacinação contra a aftosa obteve resultados positivos, isso porque os produtores estão cada vez mais conscientes sobre tal responsabilidade: vacinar o gado.
Desde novembro de 2005 está funcionando o programa Ligue Minas Aftosa (0800-9402000), que recebe as denúncias sobre a falta de vacinas em alguns municípios do estado, além de tirar dúvidas.
De acordo com o Instituto Mineiro de Agropecuária, o trabalho de erradicação da febre aftosa na América do Sul, especialmente naqueles países que têm fronteira com o Brasil, é tarefa indispensável para acabar com a ocorrência da doença no território nacional.
Em Minas, a secretaria de estado da Agricultura, por meio do Ima, vem executando há cerca de dois anos novas ações para evitar a contaminação do rebanho pelo vírus da febre aftosa. No pacote de medidas adotadas, estão a criação do serviço para denunciar os produtores que não estejam vacinando seus animais, o reajuste das multas para os produtores que não cumprirem a determinação de vacinar, o aumento do número de exames sorológicos para confirmar a ausência do vírus da doença em território mineiro e a identificação da carne vendida no estado, além de uma melhor distribuição das barreiras sanitárias fixas e móveis com os estados vizinhos.
Gilman Viana explica que algumas etapas precisam ser cumpridas até o final de 2010. A próxima é uniformizar o calendário de vacinação do Estado. Minas tem dois calendários diferentes de vacinação, dos circuitos pecuários Leste e Centro-Oeste. Isso dificulta a obtenção do novo status. A harmonização gradual dos calendários começa neste ano e será concluída, em Minas Gerais, até maio de 2010, quando todos os municípios mineiros terão a vacinação contra aftosa ocorrendo no mesmo período. Com a unificação do calendário, fica mais fácil obter o novo status porque você cria uma igualdade de controle no Estado, informa o secretário.
O segundo passo, explica Gilman Viana, é vencer o obstáculo imposto pela União Européia que ainda não permite que alguns municípios das regiões Sudoeste e Central de Minas forneçam carne bovina para os frigoríficos que exportam para o bloco. O último foco no Sudoeste foi em 1993. Não existe nenhuma lógica epidemiológica em manter o impedimento da região pela União Européia. Mas a suspensão do veto da UE, considerada um comprador exigente, é fundamental para garantir a homogeneidade do Estado e, assim, o novo status.





















