Apesar de os testes em aves selvagens encontradas mortas em Cabo Verde terem tido resultado negativo, o Governo decidiu adoptar um plano de prevenção após a detecção, em 2006, do vírus H5N1 na Nigéria e na Mauritânia.
Cabo Verde em risco elevado de gripe aviária
Redação (25/06/2008)- A ministra do Ambiente e Agricultura de Cabo Verde, Madalena Neves, alertou segunda-feira na Praia que o arquipélago corre o risco de registar casos de gripe aviária, por ele estar na rota de aves migratórias.
Madalena Neves, que falava na abertura duma conferência dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) sobre gripe das aves, explicou que, além dos risco das aves migratórias, os criadores de aves em Cabo Verde desenvolvem “uma actividade familiar e por isso a criação processa-se ao lado das famílias".
Apesar de os testes em aves selvagens encontradas mortas em Cabo Verde terem tido resultado negativo, o Governo decidiu adoptar um plano de prevenção após a detecção, em 2006, do vírus H5N1 na Nigéria e na Mauritânia.
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O plano compreende medidas de sensibilização e prevenção, que incluem o reforço dos métodos de controlo de entrada de produtos de origem animal no arquipélago e a fiscalização das criações de aves.
A ministra do Ambiente e Agricultura disse que Cabo Verde já dispõe de uma legislação que controla a importação dos produtos alimentares e proíbe a importação de aves e produtos derivados de países onde se tenha detectado o H5N1 e possui um corpo nacional de inspectores que trabalham em todo o país.
O Governo cabo-verdiano garante que já tomou medidas para evitar o aparecimento de focos da gripe aviária no arquipélago com a instauração deste plano no valor de cerca de um milhão de euros.
O seminário regional de simulação e comunicação para a gestão de focos de gripe aviária nos PALOP (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) permitirá testar o plano de acção já implementado e corrigir possíveis falhas.
Um dos objectivos da reunião da Praia, que termina a 27 de Junho, é fazer exercícios de simulação para testar a eficácia da resposta rápida nos países participantes, face a uma epidemia de gripe aviária.
Outro ponto em análise será a funcionalidade das operações de biossegurança, confinamento, abate ou desinfecção, de modo a assegurar a tranquilidade e confiança dos criadores/avicultores e das populações.





















