Confira situação e cotações de alguns dos principais produtos do agronegócio nacional.
Análise de Mercado
Redação (04/11/2008)- Análise de Mercado – 03 de Novembro.
Suíno vivo
"Eu quero saber quando a Sadia terá uma política de risco em que eu possa confiar", disparou a analista Juliana Rozenbaum, do Unibanco, ontem, durante apresentação de resultados da fabricante de alimentos a analistas e investidores, na sede da companhia. O questionamento da analista sintetizou melhor do que qualquer outro a desconfiança que paira em torno da Sadia depois que ficou claro que a política de exposição ao risco cambial definida pela própria empresa foi jogada na lata do lixo.
Rozenbaum queria saber em que prazo a Sadia voltará a se enquadrar dentro da sua política, que determina que a exposição cambial não deve superar a receita de seis meses de exportação, algo em torno de US$ 1,5 bilhão. Os números divulgados agora pela empresa mostram que sua exposição total ao câmbio chegou a bater em US$ 7,63 bilhões, antes que fossem tomadas medidas para minimizar o risco, ou seja, algo em torno de cinco vezes o limite auto-imposto pela companhia e informado a acionistas e credores.
A analista e toda a platéia ouviram de Luiz Fernando Furlan, o presidente do conselho de administração da Sadia, o compromisso de que em seis meses a empresa deve estar caminhando para se enquadrar, já que os contratos de derivativo em aberto têm vencimento até setembro de 2009. Os meses de outubro a janeiro concentram os maiores vencimentos – mais de US$ 500 milhões de exposição mensal.
Em 30 de setembro, depois de ter liquidado duas de suas maiores operações, o que aconteceu nos dias 12 e 15 daquele mês, a posição vendida em dólar da empresa ainda era de US$ 6,37 bilhões. Como a empresa fez hedge (assumiu posições compradas em dólar) no valor de US$ 4,0 bilhões, sua posição líquida vendida é de US$ 2,37 bilhões. O hedge não é perfeito, porque as posições compradas são de prazo mais curto e precisam ser constantemente renovadas.
Se tivesse liquidado as posições em aberto em 30 de setembro, com o câmbio a R$ 1,91, a companhia estima que teria registrado perdas adicionais de R$ 637 milhões (além dos R$ 893 milhões de perdas financeiras registradas no terceiro trimestre). Mas simulações incluídas no balanço trimestral por exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostram que as perdas potenciais se ampliaram conforme o câmbio continuou a se desvalorizar. Com o dólar a R$ 1,95, as perdas subiriam para R$ 891 milhões. Com uma cotação de R$ 2,20, o prejuízo explodiria e iria a R$ 2,48 bilhões. A Sadia argumenta que suas posições compradas em câmbio e suas receitas com exportação também subiriam com o dólar mais alto e seriam mais do que suficientes para cobrir essas perdas adicionais.
A respeito da falha dos controles internos da empresa que permitiram tamanha tomada de risco, Furlan assumiu outro compromisso: "daqui para a frente, nada de surpresas". Ao trazer a público seus graves problemas financeiros, em setembro, a Sadia alegou que as informações de desenquadramento da exposição cambial não foram comunicadas pela gerência de risco e pela diretoria financeira ao conselho de administração, que era presidido por Walter Fontana, afastado depois que a crise veio à tona. Curiosamente, na antiga estrutura da Sadia, a diretoria financeira não se reportava ao presidente.
Ontem, Furlan, que foi chamado de volta à companhia para ocupar o lugar de Fontana, reiterou que a empresa alterou seu organograma e que, a partir de agora, tanto a gerência de risco quanto a diretoria financeira se reportarão diretamente ao presidente executivo, Gilberto Tomazoni. "O presidente receberá informações constantes, semanais", disse Furlan. Está sendo criado também um comitê de auditoria, além do comitê de finanças que já existia.
A dívida de curto prazo da Sadia saltou 334% em um ano, atingindo R$ 3,8 bilhões. Segundo a agência de rating Standard & Poor”s, a empresa tomou cerca de R$ 2 bilhões (US$ 1 bilhão) em empréstimos de curto prazo para equilibrar seu caixa diante das perdas com derivativos.
Furlan assegurou que hoje a companhia não está mais atrás de crédito bancário, mas está "aberta a renegociações". "Não estamos com uma posição arrogante e nem subserviente. Não estamos empurrados no ”corner”", disse ele, que durante toda a apresentação imprimiu otimismo ao discurso. O ex-ministro do governo Lula procurou adotar um tom entre o cômico e o debochado e lançou mão de uma série de piadas e gracejos sobre os mais variados temas – da política ao esporte. Mas a platéia não estava muito para o riso. (Valor Econômico)
GO R$3,50
MG R$3,00
SP R$3,15
RS R$2,75
SC R$2,50
PR R$3,15
MS R$2,60
Frango vivo
Proposital ou inadvertidamente, foram muitos os que, no decorrer do mês de outubro, tentaram incluir o frango no rol dos produtos já afetados pela grande crise financeira que assola o mundo. Não é bem assim: embora tenha perdido 10 centavos logo no início do mês, o frango vivo permaneceu com o preço estável na maior parte do período, enquanto boi e suíno sofriam grandes recuos. A grande surpresa, no entanto, veio no antepenúltimo e penúltimo dia do mês, quando o produto conseguiu dois reajustes sucessivos e retomou os 10 centavos perdidos anteriormente. Com isso, outubro foi encerrado com a mesma cotação de abertura, fato não observado nos últimos três anos (entre 2005 e 2007, o preço do frango vivo apresentou regressão no decorrer de outubro, fechando o mês com preço menor que o de abertura).
Apesar, no entanto, da perda "zero" no mês, é inegável que o frango vivo teve desempenho fraco em outubro. Assim, a percepção de que "tudo poderia ter sido pior" não chega a ser motivo de consolação. Pois o preço médio alcançado pelo produto no período – R$1,62/kg – é apenas 1,89% superior ao registrado um ano atrás, em outubro de 2007. E esse índice de valorização corresponde a um ganho de três centavos (sim, três moedinhas de 1 centavo cada!). Isso é suficiente para algum produtor?
Mas o pior mesmo é o retrocesso nos meses mais recentes. Pois além de ser cerca de 12% inferior à cotação registrada no mês anterior, setembro de 2008, o preço médio registrado em outubro corresponde ao pior desempenho dos últimos cinco meses, além de se encontrar abaixo do valor de encerramento de 2007 (R$1,65/kg).
Felizmente para o setor, a melhora de preços observada no trimestre julho-setembro minimiza a baixa remuneração enfrentada no início do ano e agora. Assim, os 10 primeiros meses do ano são encerrados com uma cotação média de R$1,62/kg, valor 5% superior ao registrado no mesmo período de 2007.
Mas isso, é claro, também não tem o menor significado, pois corresponde a um ganho insuficiente para cobrir até mesmo a inflação do período. (AviSite)
SP R$1,60
CE R$3,10
MG R$1,80
GO R$1,65
MS R$1,40
PR R$1,60
SC R$1,60
RS R$1,55
Ovos
Senão com o mesmo vigor e valor registrados no início do mês, o ovo encerrou o décimo mês de 2008 com tênues sinais de recuperação de preço – porém, mais por pressão do setor produtivo do que, propriamente, por reação do consumo, que só deve dar o "sinal da graça" no decorrer desta semana.
De toda forma, os preços ligeiramente melhores no início e no final do mês não foram suficientes para impedir que o setor registrasse, em outubro passado, o segundo pior desempenho dos últimos doze meses. Ou seja: a cotação média alcançada no mês, de R$37,92/caixa, só ficou acima (pouquíssimo acima, ressalte-se) da registrada em novembro do ano passado. Em relação ao mesmo mês do ano passado a variação foi de apenas 1,69% ("preciosos" 63 centavos – ou pouco mais de dois centavos por dúzia).
Essas, ainda assim, foram variações positivas. Porque agora vêm as variações negativas: menos 12% em relação ao mês anterior; menos 16% em relação ao último preço de 2007 (média de R$45,30/caixa em dezembro); e menos 25% em relação ao preço "pico" de 2008 – R$50,71/caixa em fevereiro último.
Em decorrência desse fraco desempenho, retrocedeu também (em quase 1,6%) o valor médio alcançado pelo ovo no decorrer de 2008. Havia ficado em R$45,16/caixa entre janeiro e setembro de 2008. Já entre janeiro e outubro recuou para R$44,44/caixa, valor 13,77% superior ao registrado nos 10 primeiros meses de 2007. (AviSite)
Leia também no Agrimídia:
- •Elias José Zydek, presidente da Frimesa, fala com exclusividade sobre a cadeia produtiva de suínos brasileira
- •Tendências da nutrição animal em Aquicultura; assista à entrevista com o gerente LATAM da Adisseo
- •Acesse o conteúdo exclusivo do webinar da TV Agrimídia com a professora Masaio; disponível para assistir e baixar
- •Webinar da Gessulli Agrimídia com a professora Masaio é hoje, às 15 horas
Ovos brancos
SP R$39,90
RJ R$43,00
MG R$43,00
Ovos vermelhos
MG R$45,00
RJ R$45,00
SP R$41,90
Boi gordo
A arroba do Boi Gordo no Estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a sexta-feira cotada a R$ 87,80, com variação de –0,14%. A variação registrada no mês de Outubro foi de –3,31%. (Valor por arroba, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP).
O valor da arroba em dólar fechou a semana em US$ 40,73, com variação de –0,12% e de –3,3 %o no acumulado do mês, na moeda norte-americana.
Média ponderada de arroba do boi gordo no Estado de São Paulo – base de ponderação é a mesma usada para o Indicador Esalq/BM&F.
Valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa NPR.
A referência para contratos futuros da BM&F é o Indicador Esalq/BM&F.
(Jornalismo Integrado – Assessoria de Comunicação)
Triangulo MG R$83,00
Goiânia GO R$78,00
Dourados MS R$86,00
C. Grande MS R$85,00
Três Lagoas MS R$87,00
Cuiabá MT R$80,00
Marabá PA R$76,00
Belo Horiz. MG R$85,00
Soja
A saca de 60 kg de soja no estado do Paraná, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a sexta-feira cotada a R$ 44,28. O mercado apresentou no fechamento da semana uma variação de –0,09%. O mês de Outubro apresentou uma variação de –1,95%.
O valor da saca em dólar fechou a sexta-feira cotado a US$ 20,54, com uma variação de -2,52% e de -13,41% registrada no mês.
Jornalismo Integrado – Assessoria de Comunicação.
Físico – saca 60Kg – livre ao produtor
R. Grande do Sul (média estadual) R$47,00
Goiás – GO (média estadual) R$42,00
Mato Grosso (média estadual) R$41,00
Paraná (média estadual) R$44,28
São Paulo (média estadual) R$46,50
Santa Catarina (média estadual) R$47,50
M. Grosso do Sul (média estadual) R$43,50
Minas Gerais (média estadual) R$46,00
Milho
A saca de 60 kg de milho no estado de São Paulo, segundo informa o entro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a sexta-feira cotada a R$ 21,36. O mercado apresentou no fechamento da semana uma variação de –0,06%. O mês de Outubro apresentou uma variação de –7,1%.
O valor da saca em dólar fechou a sexta-feira em US$ 9,91, com uma variação de –2,52%, e de –17,96% registrada no mês.
O Indicador Esalq/BM&F à vista, que tem como base Campinas-SP, distingue-se da média regional de Campinas porque utiliza o CDI como taxa de desconto dos valores a prazo. No mercado físico (média regional Campinas), porém, a taxa mais usual é a NPR. Já os valores a prazo são iguais.
(Jornalismo Integrado – Assessoria de Comunicação)
Físico – saca 60Kg – livre ao produtor
Goiás (média estadual) R$16,50
Minas Gerais (média estadual) R$19,00
Mato Grosso (média estadual) R$14,50
M. Grosso Sul (média estadual) R$15,00
Paraná (média estadual) R$19,50
São Paulo (média estadual) R$21,36
Rio G. do Sul (média estadual) R$22,00
Santa Catarina (média estadual) R$22,50





















