Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,58 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,42 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,31 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,43 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
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Frango

Abate clandestino

Avicultores do ES discutem um problema que atinge diversos municípios. Produtores devem ter prazo para adequações.

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A Superintendência Federal de Agricultura no Espírito Santo promoveu na última semana uma reunião entre produtores da Associação dos Avicultores do Estado (Aves), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e o secretário de Agricultura da Serra, Bruno Silvares. O objetivo foi debater um problema que atinge diversos municípios, especialmente da Grande Vitória: o abate clandestino de aves. O superintendente federal de Agricultura, José Arnaldo de Alencar recebeu o apelo dos associados e foi o responsável pelo contato inicial com a prefeitura. “Esse primeiro passo é muito importante para resolvermos a questão. É claro que não podemos dar um prazo para que os municípios se adéquem, mas pelo menos é preciso que haja um início, uma projeção”, afirmou.

A fiscal federal agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Telma Regina de Oliveira e Paula, que é a presidente do Comitê Estadual de Sanidade Avícola (Coesa-ES), também participou do encontro. “A avicultura é muito importante, tanto do ponto de vista da exportação quanto da saúde pública. É preciso estar muito atento para as condições de abate, pois existem doenças que podem passar dos animais para o homem. O Mapa legisla porque busca aumentar a produtividade com qualidade”, explicou.

Mas o problema não é exclusivo do Espírito Santo. O diretor executivo da Aves, Nélio Hand, explicou que o transporte e comercialização dos animais vivos é muito comum em outras regiões. Segundo ele, de 60% a 70% das aves comercializadas do Sudeste para cima são vendidas vivas. Estas acabam indo parar nos estabelecimentos ilegais, que são os responsáveis pelo abate de cerca de 25% do frango produzido no Estado. Hand explicou que a situação não é simples. “Se nós deixarmos por conta do abatedouro ilegal, ele não vai mudar. Por isso, pedimos apoio ao município que ajude para que esses estabelecimentos se adéquem. Fechar e acabar com o trabalho dessas pessoas não é a solução, mas se não dermos alternativas, vamos aumentar a ilegalidade” , pontuou.

O secretário municipal de Agricultura, Bruno Silvares devolveu a solicitação com uma informação sobre as primeiras atitudes que a Serra vem tomando. “O nosso maior avanço é que estamos tentando criar o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), que certamente irá minimizar esse problema. Já tivemos uma conversa com um vereador e estamos em contato com a Câmara Municipal, e brevemente esse projeto será votado, para posteriormente implantarmos o SIM. Com esse serviço funcionando teremos a inspeção nos abatedouros clandestinos, que precisarão estar adequados e cumprir com as especificações”, prometeu.

Atualmente há 236 pontos de abate só na Serra, sendo todos irregulares. A veterinária do Idaf, Laís Ferreira Mendes da Silva, comentou que a Instituição já teve contato com vários abatedouros e muitos estão dispostos a mudar para estarem de acordo com as formas corretas de atuação. “Os municípios precisam criar o SIM e ter uma relação de critérios/exigências, que deverão ser cumpridos. O Estado tem uma regulamentação e o município deve fazer a dele”, finalizou.

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