Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
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Acordo do Arantes

Nova tentativa de acordo com o grupo Arantes fica para 2010. AGC foi suspensa pelos bancos e transferida para 12 de janeiro.

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A segunda Assembleia Geral dos Credores (AGC) do grupo Arantes terminou sem qualquer acordo. O encontro de ontem foi novamente suspenso pelos bancos credores. A próxima tentativa de acordo ficou para o dia 12 de janeiro de 2010, no Ipê Park Hotel, na Rodovia Washington Luis, São José do Rio Preto (SP). No dia 9 de janeiro do próximo ano, completa um ano que o grupo Arantes entrou com pedido de recuperação judicial.

Em Mato Grosso a dívida do Arantes chega a R$ 13 milhões com pecuaristas. A dívida do frigorífico com demais fornecedores é de mais de R$ 30 milhões e com os trabalhadores cerca de R$ 10 milhões. A maior fatia, no entanto, é junto a 22 instituições bancárias com R$ 1,1 bilhão.

“De lá para cá muita espera e perseverança dos pecuaristas que têm um mais de R$ 20 milhões para receber. Os bancos mais uma vez emperraram o acordo. Eles estão se esquecendo que boi não sai dos caixas eletrônicos, não nascem nos cofres das instituições financeiras”, aponta o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari.

Ele alerta que, “se o frigorífico não voltar a funcionar e os pecuaristas não entregarem boi para o abate, os banco vão deixar de receber os mais de R$ 1 bilhão que o Arantes deve para eles. Os banqueiros devem pensar melhor antes de agir. Sem o boi, essa cadeira produtiva não funciona”.

O presidente da Comissão de Credores dos Frigoríficos em Recuperação Judicial de Mato Grosso, Marcos da Rosa, frisa que o total devido aos trabalhadores e aos pecuaristas não representa nem 3% do volume devido. “Os bancos não estão preocupados com a situação dos pecuaristas e trabalhadores. Eles se reúnem madrugada afora e decidem o que quiserem, pois têm a força econômica do lado deles. Além de termos de esperar mais de um ano para receber o que temos direito, temos de investir pesado para acompanhar as assembleias gerais. Isso é muito desgastante e frustrante, mas vamos continuar brigando por nossos direitos”, garante.

Nenhuma nova proposta foi apresentada pelo Arantes. A proposta oficial do frigorífico para os pecuaristas continua sendo o pagamento da dívida em 12 parcelas, sem correção de juros e garantias de pagamento, a contar a partir da homologação do plano na AGC. Os pecuaristas continuam exigindo juros e correção monetária da dívida pela taxa Selic a partir da data do pedido da recuperação judicial, e pagamento em 90 dias após a homologação do Plano na assembleia.

“Vamos para a terceira tentativa com a mesma disposição da primeira, e avisamos que não vamos aceitar a proposta que consta no Plano oficial. Além de não nos darem nenhuma garantia, ainda não aceitam corrigir a divida”, anuncia Vacari.

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