Alta de preços faz governo argentino restringir exportações. Argentina é um importante exportador, mas tem o maior consumo per capita do mundo.
Argentina restringe exportação
Frigoríficos da Argentina disseram ontem que o governo atrasa a emissão de licenças para exportação de carne bovina a fim de elevar a oferta doméstica e frear a alta dos preços vista nas últimas semanas em função da demanda de fim de ano. A Argentina é um importante exportador de carne, mas tem o maior consumo per capita do mundo, cerca de 73 quilos por ano. Isso faz da carne um produto sensível para a opinião pública.
“Há alguma demora (na concessão de licenças de exportação) e ameaças de que, se o preço não baixar, as exportações serão suspensas”, disse Miguel Schiariti, diretor da Câmara da Indútria e Comércio de Carnes (Ciccra). Alguns setores da indústria e fontes da Onnca (órgão responsável pela emissão de licenças) negaram que haja dificuldades, mas a informação foi corroborada por outros representantes do setor.
“Desde segunda-feira não se autorizam operações de exportação para toda a indústria. (Mas) os embarques não foram interrompidos, o que já estava autorizado segue seu curso normal”, afirmou uma fonte de frigorífico.
Leia também no Agrimídia:
- •Carne suína registra menor preço desde abril de 2024 e ganha competitividade frente a frango e boi
- •Parceria público-privada garante investimentos e modernização da estação quarentenária de suínos até 2030
- •Casos de Influenza Aviária na Argentina e no Uruguai ampliam alerta sanitário no Brasil
- •Luz na incubação influencia comportamento e bem-estar de pintinhos, aponta estudo
O governo argentino interveio várias vezes no mercado de carnes nos últimos anos e chegou a suspender as exportações para garantir o abastecimento doméstico. Para o governo, a alta atual tem origem especulativa. A disputa acontece num momento em que a Ciccra denunciou à Justiça irregularidades na divisão da cota de exportação de cortes nobres destinada à Europa (a cota Hilton).





















