Secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Walter Barral diz que medidas ortodoxas não garantem câmbio competitivo.
Ajuste no câmbio
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, considerou “uma medida bastante acertada” a taxação de 2% do IOF sobre o ingresso de investimentos externos em ações e renda fixa. Porém, ele acredita que terá “apenas efeitos de médio prazo”.
Ao criticar a baixa cotação do dólar americano frente ao real, que tira a competitividade das exportações brasileiras, Barral disse que “o Brasil tem que adotar medidas imaginativas, sem afetar a credibilidade do país”.
“Tem gente dentro do governo que acha que dá para resolver com medidas ortodoxas. Não tem como resolver com medidas ortodoxas, uma situação que é, completamente, heterodoxa, como o controle cambial pela China”, prosseguiu Barral.
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Falando de uma forma indireta, o secretário culpa os baixos preços dos produtos chineses e a elevada valorização do câmbio como fatores importantes na perda de espaço das vendas brasileiras em vários países da América Latina.
Em outra ponta, ele insiste que o governo deve encontrar formas de incentivar a reconquista do mercado americano para as exportações brasileiras, mercado que, em consequência da crise, tornou-se “muito mais competitivo”.
No caso da vizinha Argentina, para onde as exportações brasileiras caíram 37% no ano até outubro, e de onde surgem constantes atritos na esfera empresarial biltateral, Barral informou que já está agendada uma reunião conciliatória, em Brasília. Será dia 18, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirschner.





















