Subsídio pode ser saída para proteger pequeno produtor da tendência de concentração no campo. Êxodo rural pode se transformar em problema social, avalia FGV.
Concentração no campo
Ainda que considerem “positivas” as linhas básicas da política agrícola do governo federal de meados da década de 90 para cá, os autores do estudo realizado por Ernst & Young e FGV Projetos afirmam que a estratégia terá de evoluir nos próximos anos para proteger os pequenos agricultores brasileiros da tendência de concentração no campo.
Fernando Garcia, da FGV, divide os pequenos produtores entre os que sobrevivem da agricultura de subsistência, mais concentrados na região Nordeste do País, e aqueles que trabalham em pequena escala com produtos de alto valor agregado, como é o caso dos fumicultores gaúchos.
E aponta a experiência europeia de concessão de subsídios, condenada pelos agentes da “agricultura empresarial”, como uma das poucas soluções viáveis para preservar os pequenos carentes da extinção. Algo como a tentativa de incentivar a produção de mamona para a produção de biocombustíveis, bandeira do governo Lula que ainda não emplacou.
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“É preciso de um plano de médio e longo prazos, caso contrário viveremos um problema social”, afirma Garcia. “É aí que entra o papel do governo”, concorda Renato Gennaro, diretor-executivo da Ernst & Young.
Ressalva feita, sustentam Garcia e Gennaro, a liberdade de preços consolidada nas políticas adotadas na última década deve ser mantida, cabendo ao Estado o papel de orientador e formulador de estratégias capazes de garantir condições vantajosas de acesso ao crédito. Como foi feito no caso das máquinas agrícolas, contempladas com a criação do Moderfrota na virada de 1999 para 2000 e fundamentais para o avanço das vendas de lá para cá.





















