A agência aprovou ontem uma proposta para colocar no rótulo de todos os ovos duas advertências referentes ao consumo e armazenamento.
Anvisa propõe avisos sobre riscos de ovo cru
Redação (30/10/2008)- A gemada e outras preparações com ovos crus estão na mira da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A agência aprovou ontem uma proposta para colocar no rótulo de todos os ovos duas advertências: "O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde" e "mantenha os ovos preferencialmente refrigerados", inclusive no comércio.
A medida, agora, será submetida a consulta pública. Seu objetivo é reduzir os casos de doenças causadas por contaminação pela bactéria salmonela, encontrada no intestino de animais. A bactéria é particularmente comum nas galinhas e pode estar presente tanto na casca como dentro do ovo.
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Os principais sintomas são diarréia, dificuldade de digestão, ânsia de vômito e febre, diz Maria Cecília Martins Brito, diretora da Anvisa responsável pela área de alimentos.
A salmonela foi responsável por 34,4% dos 3.700 surtos de doenças transmitidas por alimentos notificados em 2007. Em 50% dos casos, a infecção ocorreu dentro de casa.
A idéia, portanto, segundo a diretora da Anvisa, é alertar as donas-de-casa. "As advertências atingem não apenas a gemada e o ovo mole, mas também, em alguns casos, glacê e musse, se eles forem feitos com ovo cru", afirma.
Ela ressalta que não se pretende uma redução do consumo do produto. "Não podemos estigmatizar o ovo. É um alimento muito importante do ponto de vista nutricional, contém muitas proteínas. Nós só queremos adicionar um cuidado", explica.
De acordo com Brito, a contaminação por salmonela pode ocorrer desde a fase de formação do ovo e até durante o seu manuseio. Outros alimentos, como frango, também podem conter a bactéria, que não resiste ao cozimento.
A proposta da Anvisa ficará sob consulta pública por 60 dias. O acesso ao texto e o envio de sugestões poderão ser feitos por meio do site da agência (www.anvisa.gov.br) a partir da próxima segunda-feira (3).
Após analisar as sugestões recebidas, será elaborada uma resolução definitiva.
A idéia é que, a partir daí, os produtores tenham um prazo de até 180 dias para colocar as advertências em todas as embalagens de ovo.





















