As plantas têm capacidade de transformar nutrientes minerais em moléculas maiores como carboidratos, proteínas, lipídeos, entre outros.
Vida animal depende dos vegetais
Redação (20/10/2008)- A indústria de fertilizantes produz e comercializa complementos aos nutrientes minerais encontrados no solo e que são indispensáveis ao crescimento e desenvolvimento das plantas. A partir da água, carbono (retirado da atmosfera), energia solar, clorofila e 13 minerais (que deveriam ser encontrados no solo), os vegetais têm capacidade de transformar estes nutrientes em moléculas maiores como carboidratos, proteínas, lipídeos, entre outros. Esta capacidade, aliás, é exclusiva das plantas.
‘‘Os outros seres vivos não têm esta capacidade e, por isso, a vida animal depende da vegetal’’, salienta Antônio Costa, pesquisador da Área de Solos do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Ele explica que os 13 minerais são essenciais à planta e se qualquer um deles faltar, o vegetal não consegue ‘‘fechar’’ seu ciclo – de semente plantada a grão colhido –, comprometendo a sua produtividade. Os fertilizantes, então, são usados como fontes prontamente disponíveis às plantas.
Os solos da Região Norte do Paraná, por exemplo, têm maior fertilidade natural, mas o seu uso continuado impõe a retirada destes elementos e, por isso, é necessária a sua reposição. Os nutrientes mais importantes encontrados na natureza e necessários ao desenvolvimento de plantas são classificados como macronutrientes primários (nitrogênio, fósforo e potássio); macronutrientes secundários (cálcio, magnésio e enxofre); e micronutrientes (boro, cloro, cobre, ferro, manganês, molibdênio, zinco, cobalto e silício).
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Estes elementos podem ser de fontes minerais ou orgânicas (como esterco de bovinos, cama aviária, chorume de suínos ou tortas de oleaginosas). ‘‘Os fertilizantes minerais têm custo alto e contribuição forte para o aumento do custo de produção agrícola, representando até 25% do custo total’’, afirma Costa. Apesar deste alto índice, ele ressalva que os fertilizantes são responsáveis por aumentar a produtividade das lavouras – incrementando, em alguns casos, em 50%. ‘‘A partir disso, o Brasil pode ter aumento da produção e da produtividade sem aumentar as áreas plantadas e sem invadir áreas de preservação ambiental como a Amazônia e o Pantanal’’, diz.






















