De acordo com Stephanes, a iniciativa foi bem sucedida em retomar discussões sanitárias com o México, paralisadas há dois anos.
Stephanes avalia resultados da visita ao México
Redação (09/08/07) – O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, disse ontem (08/08), em coletiva à imprensa, que até o fim do ano mais três plantas de lácteos devem passar a exportar para o México. Na entrevista, Stephanes comentou os resultados da missão realizada pelo Mapa àquele país, entre os dias 30 de julho e 6 de agosto.
“Devemos trabalhar mais próximos aos mexicanos nas questões sanitárias, de pesquisa e de agroenergia”, comentou o ministro. Além de um acordo assinado entre Stephanes e Alberto Cárdenas, ministro da Agricultura do México, os serviços sanitários dos dois países acordaram em criar um grupo de trabalho, com a primeira reunião prevista para novembro deste ano.
Além disso, deve haver visita de técnicos mexicanos para conhecer indústrias de lácteos e o sistema de defesa brasileiro. Apenas duas fábricas de laticínios exportam atualmente para o México. “A visita significa que o Brasil está mais perto do mercado do Nafta”, afirmou Inácio Kroetz, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa. “Isso demonstra que estamos no caminho certo para conquistar mercados exigentes”.
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Febre aftosa – Em relação ao foco de aftosa diagnosticado recentemente no Reino Unido, Stephanes afirmou que o incidente não deve alterar o cenário das exportações brasileiras. “Somos um grande exportador e continuaremos crescendo independente disso”, afirmou.
De acordo com Kroetz, o Brasil não importa animais vivos e material genético do Reino Unido desde 1990, quando foram descobertos casos de vaca louca na Inglaterra, e por isso não há risco de contaminação. “Essa foi uma questão isolada e o governo do Reino Unido já está tomando as medidas previstas pela OIE (Organização Mundial de Saúde Aninal) nesses casos”, comentou o secretário.
De acordo com decisão recente da OIE, em casos de focos de aftosa, é preciso estabelecer uma área de contenção – distante três quilômetros do foco – e uma área de vigilância, numa área de dez quilômetros em torno do foco.
O secretário de Defesa afirmou ainda que um novo relatório técnico sobre a situação da aftosa no Mato Grosso do Sul deve ser levado ao Comitê Técnico e Científico da OIE ainda em setembro deste ano. “Para isso, uma nova sorologia deve ser feita até o final deste mês”, explicou. “Caso o resultado da avaliação seja favorável, a região poderá recuperar o reconhecimento internacional da sua situação em relação a afotosa”, finalizou.





















