Pesquisa da Embrapa concluiu que 61% do cerrado mantêm vegetação nativa e que a área cultivada pode dobrar aproveitando pastagens degradadas.
Embrapa diz que é possivel dobrar produção agropecuária sem prejudicar cerrado
Redação (21/02/07) – Pesquisa da Embrapa concluiu que 61% do cerrado mantêm vegetação nativa e que a área cultivada pode dobrar aproveitando pastagens degradadas. Pesquisadores da Embrapa Cerrados (unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) afirmam que é possível conciliar a preservação do bioma com a produção agropecuária, dobrando a produção de grãos do cerrado sem avançar sobre novas áreas. Estudo da instituição concluiu que 61% do cerrado mantém vegetação nativa.
Financiado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Banco Mundial e divulgado na última quinta-feira (15), o projeto Mapeamento de Remanescentes de Cobertura Vegetal Natural do Cerrado aponta um potencial enorme a se explorado nas áreas hoje destinadas ao pastio.
Pelos dados da Embrapa, 139 milhões dos 207 milhões de hectares de cerrado espalhados por dez Estados e pelo Distrito Federal apresentem condições favoráveis para o plantio ou para a pecuária, apenas 78,5 milhões têm sido utilizadas: 61 milhões como pastagens e 17,5 milhões para o cultivo de alimentos.
Leia também no Agrimídia:
- •XX Encontro Regional da ABRAVES-PR debate riscos sanitários e inteligência artificial na suinocultura
- •Mercado de suínos mantém preços estáveis em meio a incertezas geopolíticas e baixa liquidez
- •Bahia reforça liderança da avicultura no Nordeste e projeta crescimento do setor em 2026
- •Conflito no Oriente Médio pressiona custos de energia e pode impactar suinocultura global
Segundo o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Roberto Teixeira Alves, cerca de 14 milhões de hectares se destinam ao plantio de culturas anuais, a exemplo da soja, do milho e do feijão. Outros 3,5 milhões de hectares servem para a produção das chamadas culturas perenes (café, seringueira, eucalipto, frutas etc.).
De acordo com Alves, aproximadamente 60% dos 61 milhões de hectares de pastos estão ou em processo de degradação ou degradados e precisam de recuperação. “A melhor forma de recuperá-los é ocupar parte da área com agricultura”, diz. “Isso é economicamente viável, já que possibilita que a terra esgotada gere renda por meio de outra atividade e, em médio prazo, possibilita a melhoria do solo, permitindo que o terreno volte a ser utilizado como um pasto de melhor qualidade, capaz de proporcionar maior produção de leite e carne.” Alves calcula que o rodízio entre pastagem e lavoura permitiria a adição de pelo menos 15 milhões de hectares aos 14 milhões hoje destinados às culturas anuais. Com informações da Agência Brasil.





















