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Lanxess ”exporta” negócio desenvolvido no Brasil

Uma estratégia de negócios criada no Brasil pela Lanxess, de capital alemão, ganha mercados na América Latina.

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Redação (05/02/07) – Em 2005, a empresa entrou no ramo de pigmentos para sementes. São uma espécie de tintura especial para sementes, feita à base de polímeros, que tem como principais funções ajudar na fixação dos defensivos aplicados na semente – para garantir o viço após a germinação – e diferenciar as sementes tratadas dos grãos destinados à alimentação.

No Brasil, a obrigatoriedade de “tingir” as sementes existe desde a década de 1990, e ganhou importância a partir de 2000, com o avanço das exportações brasileiras de soja e o aumento das exigências de importadores sobre o índice de mistura de sementes nos contêineres de grãos para ração e alimentação. Em 2004, a China chegou a embargar compras de soja em grão do Brasil em razão da presença excessiva de sementes nos navios – reconhecida justamente pela cor diferenciada.

“Os pigmentos disponíveis no Brasil muitas vezes não possuíam características adequadas para determinadas sementes e a empresa viu neste segmento uma oportunidade de negócios”, afirma Alejandro Gesswein, gerente de marketing da divisão Functional Chemicals da Lanxess. A estratégia de negócios foi desenhada em 2004. Até então, a empresa, que opera em 18 países, não atuava neste segmento. “A aceitação foi muito grande no Brasil, o que estimulou as vendas para Argentina, Colômbia e Guatemala”, diz. A empresa aguarda aprovação para a venda também no México.

Conforme Marcelo Lacerda, presidente da Lanxess no Brasil, a empresa responde hoje por 15% a 20% do mercado de pigmentos para sementes e a meta é ampliar esse índice para 25% neste ano. Para tanto, a empresa investe em pesquisas, em parceria com a Embrapa, para ampliar o leque de cores – atualmente são 13 – e sua adaptalidade para diferentes culturas.

“As indústrias de sementes querem investir em pigmentos que diferenciem suas sementes das produzidas por concorrentes”, afirma Gesswein. O interesse em cores exclusivas, explica, significa para as indústrias um reforço de sua marca e uma garantia ao produtor de que o produto adquirido pertence a uma determinada companhia.

Hoje, a Lanxess fornece pigmentos para sementes de soja, milho, arroz e trigo e desenvolve linhas para forrageiras, fumo e feijão. “Queremos crescer no Brasil e em outros países da América do Sul”, afirma Lacerda. Ele observa que a subsidiária brasileira cresce 15% ao ano em receita, mas ainda tem participação pequena sobre o faturamento global, que em 2005 foi de 7,2 bilhões de euros.

A divisão de pigmentos para sementes responde por 10% a 15% das vendas da empresa no Brasil. O grupo mantém 14 áreas de negócios no país, e o carro-chefe é a venda de pigmentos para construção civil. Em 2006, a Lanxess investiu US$ 3,7 milhões na ampliação de sua fábrica em Porto Feliz (SP) e US$ 1 milhão em um laboratório em São Leopoldo (RS). Globalmente, estuda aquisições neste ano. “Já enviamos estudos e sugestões de aquisições no Brasil, mas tudo dependerá da estratégia global da companhia”, diz Lacerda.

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