Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Delfim Netto, ministro da Agricultura?

Fazer com que a atividade agropecuária seja respeitada é de fato uma das tarefas das mais difíceis para todos aqueles que se intitulam representantes do agronegócio diante do governo federal.

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Redação (08/11/06) – Na última segunda-feira, veiculou em diversos veículos de comunicação em todo o Brasil, uma frase atribuída a um dos ””articuladores do governo”” que Lula quer dar um posto para Delfim Netto, ””nem que seja de ministro da Agricultura””.

Nada contra o ex-ministro Delfim Netto. Trata-se de um grande economista, capaz, muito bom articulador, tanto que conseguiu ser ministro da Agricultura e da Fazenda em plena vigência do AI-5 e quase aos 80 anos de idade consegue ser amado pelos mais ilustres petistas. Por outro lado, Delfim tem no seu passado profissional algumas menções nada elogiosas como a denúncia de Mário Henrique Simonsen ao Conselho de Desenvolvimento Econômico, acusando-o de manipular a inflação.

Algumas posições de Delfim Netto o colocam no campo das contradições, como uma frase sua divulgada numa interessante entrevista a Vera Brandimarte e Claudia Safatle ao Jornal Valor em outubro de 2005. Segundo as jornalistas, Delfim sugeriu aos seus pares no Congresso Nacional a votarem em Lula no segundo turno de 1989, como forma de ””resolvermos logo o problema do PT e nos livrar dele quatro anos depois””. O presidente tem sinalizado que pretende obter já em 2007 um crescimento econômico na ordem de 5,0% do PIB. Assim, ninguém melhor que o pai do milagre econômico, como Delfim Neto é conhecido, para orientar a equipe de Lula.

O que não é aceitável é o desdém com a pasta da agricultura. Se precisam do ex-ministro como conselheiro, que o contratem como consultor do presidente, mas que não venham colocá-lo no fragilizado Ministério da Agricultura apenas para tê-lo perto de Lula. Por outro lado, o próprio Delfim precisa refletir muito em aceitar ser ministro da Agricultura.

Sua biografia deve valer mais que uma aventura destas. O governo do PT não priorizou a agricultura comercial durante boa parte de seu primeiro mandato, foi necessário que o setor demonstrasse ao mundo que estava falido para ser ouvido, o que custou a demissão do ministro Roberto Rodrigues. O grande desejo da maioria dos petistas e que consta das diretrizes ao plano de governo do PT é ter no Brasil apenas a agricultura familiar.

O próximo ministro da Agricultura vai encontrar a agropecuária brasileira extremamente desmotivada, endividada e sem capacidade de pagamento para contratar mais crédito. Para se ter idéia da real situação, hoje os produtores rurais tomam 35% menos crédito de custeio que no mesmo período da safra passada. Como conseqüência, verificamos a manutenção do ciclo vicioso de transferência de renda do setor para a indústria através do financiamento privado com juros extremamente elevados.

Outra preocupação que deverá ter o futuro ministro é o de recuperar a produtividade da agricultura. Desde 2003 vimos cair a produção agrícola, sem que, no entanto, diminuísse a área plantada. A agricultura brasileira vem trilhando na contramão da história, diminuindo a tecnologia no campo por absoluta falta de recursos financeiros. Se mantida esta tendência veremos nas próximas safras um grande apagão rural.

A expectativa dos produtores rurais é que tenhamos no Ministério da Agricultura alguém com conhecimento do setor, com trânsito pleno em todo o governo e que seja ouvido não apenas como conselheiro econômico do presidente da República, mas como representante no governo federal da atividade considerada o negócio do Brasil. é economista em Cuiabá e escreve às quartas-feiras em A Gazeta. E-mail: amadoofilho@ig.com.br

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