Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Cuidados especiais

Durante as atividades do Seminário Internacional de Aves e Suínos, pesquisador da Embrapa fala sobre as implicações sanitárias, ambientais e de saúde publica da reutilização da cama de aviário.

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Cuidados especiaisRedação AI 13/05/2005 – O médico veterinário e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Laurimar Fiorentin, falou na manhã desta sexta-feira (13/05) aos participantes do IV Seminário Internacional de Aves e Suínos, sobre as implicações da reutilização da cama de aviário para a saúde pública e animal.

Segundo ele, as bactérias presentes na cama dos aviários podem ser fontes de infecção para os frangos, significar contaminação para o meio ambiente e causar problemas de saúde pública. A presença freqüente de patógenos na cama, principalmente as Enterobactérias e as bactérias zoonóticas em geral, enfatiza o pesquisador, é que suscita preocupações com respeito a possíveis problemas causados no próprio lote e eventualmente na saúde do consumidor.

De acordo com Fiorentin, os frangos são criados em ambientes propícios para a disseminação de bactérias da microbiota fisiológica. Entretanto, ressalta, essas condições também facilitam a multiplicação de patógenos ou outras bactérias indesejáveis. Entre estes organismos, destaca o pesquisador, estão, principalmente, Salmonelas e Campilobater, implicados em problemas relacionados à segurança alimentar e E. coli, causadora de dermatite nos próprios frangos.

Reutilização da cama – De forma geral, explica Fiorentin, não há perfeita compatibilidade entre a reutilização da cama na criação de frangos e a preservação da saúde animal e humana, ou mesmo do meio ambiente. Há, portanto, argumenta o pesquisador, a necessidade de esforços por parte do setor avícola para minimizar os impactos negativos da reutilização da cama. “Do ponto de vista da saúde, o ideal seria a utilização de cama nova a cada lote. Mas essa prática aumenta o custo de produção e gera um grande aumento de resíduos”, explica.

Segundo ele, a cama acabaria por poluir o meio ambiente uma vez que os frangos são geralmente criados em áreas de grande densidade populacional e geram grande volume de resíduos em uma área específica. “Ao mesmo tempo, não é economicamente viável transportar esses resíduos para grandes distâncias, para locais onde o solo ainda poderia receber sem o risco de poluição ambiental”, diz.

O pesquisador explica que a substituição da cama após a criação de cada lote, por esses dois motivos, é um método que tem sito pouco utilizado no Brasil. Uma alternativa que contempla ambas as necessidades de se manter a saúde do plantel, do consumidor e reduzir ainda o impacto ambiental, argumenta, é a reutilização da cama por vários lotes, mediante a utilização de métodos de inativação de bactérias.

Cuidados especiaisMétodos de inativação de bactérias – Segundo Fiorentin, existem vários métodos disponíveis para a redução da concentração de bactérias na cama. Ele cita as fermentações, a acidificação e a redução de Aw (redução da atividade de água) como métodos capazes de promover a redução da concentração de bactérias na cama. “Estes métodos são empregados com relativo sucesso, principalmente na redução de patógenos zoonóticos”, afirma.

De acordo com o pesquisador, vários métodos atualmente disponíveis para a inativação de bactérias podem apresentar maior ou menor êxito em diferentes situações. “Portanto, a aplicação de métodos variados acompanhados de métodos de avaliação de sua eficiência é recomendável”, explica. O que não deve ser feito, adverte o Fiorentin, é reutilizar a cama sem a adoção de pelo menos um método de redução da carga bacteriana.

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