Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,18 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,00 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,93 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.207,77 / t
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Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 164,10 / cx
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Universo desagradável

Rodrigues prevê dificuldades no agronegócio em 2005.

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Da Redação 26/11/2004 – O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, prevê para 2005 um universo desagradável para as principais commodities agrícolas, com aumento de custos de produção e queda dos preços internacionais. A expectativa hoje, em relação ao ano que vem, é mais ou menos de uma redução dos preços das commodities anuais, caso de soja, milho, arroz, trigo e algodão, mas não muito forte, dependendo de como vão agir os mercados, disse ontem (24/11), em São Paulo, para participar do 24o. Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex).

Ele não quis, entretanto, dimensionar em qual grau seria o volume de perdas financeiras dos agricultores. Seria totalmente adivinhação dizer quanto seria a perda. Temos de esperar ainda os mercados se manifestarem, e isso só vai acontecer de fato a partir de janeiro e fevereiro, quando a safra brasileira ficar mais ou menos caracterizada, junto com a da Argentina, Paraguai e Uruguai, explicou.

Segundo o ministro, em relação ao ano passado, os custos de produção aumentaram 20%, em média, puxados pelas altas de preços de petróleo e do aço no mercado internacional. Por outro lado, Rodrigues vê sinalização positiva para os mercados de açúcar e etanol, biodiesel, café e suco de laranja. O conjunto do agronegócio talvez não tenha perdas de renda significativas, mas haverá perda significativa de renda líquida para o setor, na medida em que os custos subiram para todos, avaliou.

Dessa maneira, o ministro descartou o risco de a balança comercial brasileira ser comprometida em 2005, já que a previsão do Ministério é de aumento do volume de exportações, puxado por uma safra agrícola maior, possivelmente recorde em soja. Há também absoluta garantia de suprimento do mercado interno, assegurou.

Álcool

O ministro disse ainda que o abastecimento de álcool no mercado nacional, em 2005, está absolutamente tranqüilo. Ainda na semana passada, conversei longamente com o setor, que me garante tranqüilidade absoluta de abastecimento. A moagem de cana, até 15 de novembro, já está igual à do ano passado, e há uma grande quantidade de usinas que ainda vão moer até meados de dezembro, disse.

O ministro insistiu ser totalmente improvável a possibilidade de redução da mistura de etanol à gasolina. O setor está exportando, nesse ano, 1,8 bilhão de litros de álcool, mais do que o dobro do ano passado, e o consumo interno cresceu mais de um bilhão de litros no ano e, assim mesmo, estamos tranqüilos em relação ao abastecimento graças à grande produção desse ano, argumentou.

Carnes

Rodrigues reconheceu nesta quarta-feira (24/11) que as negociações para remoção dos embargos russos sobre a carne brasileira ficaram aquém das suas expectativas, mas contrariou a avaliação de empresários do setor de comércio exterior ao analisar os resultados das negociações mantidas com a China. Não vou entrar na questão do reconhecimento de economia de mercado, mas o setor rural teve ganhos significativos, abrindo o mercado para carnes de frango e bovina e para miúdos bovinos, uma demanda formidável do setor privado, finalmente atendida, opinou o ministro.

A expectativa de Rodrigues é de que, nas próximas três semanas, o embargo russo seja levantado e, caso isso aconteça, não haverá interferência no comércio bilateral porque entre dezembro e fevereiro há redução de embarques para a Rússia por causa de fatores de clima e acesso a portos russos.

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