Redução dos preços dos insumos estão entre fatores que favorecem o setor
Estudo do Cepea pontua ganhos com alta das exportações suinícolas para a China

Um recente estudo conduzido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-Esalq/USP) aponta que o mercado suinocultor brasileiro está colhendo os frutos do crescente volume de exportações para a China, impulsionando a economia do setor.
De acordo com a pesquisadora Juliana Ferraz, do CEPEA-Esalq/USP, dois fatores têm impulsionado essa tendência favorável: a celebração do Dia das Mães e a redução nos preços dos principais insumos utilizados na produção suína, como milho e farelo de soja. Ferraz observa que o preço do milho aumentou cerca de 27% em relação ao mês anterior, representando uma valorização de quase 49% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
“Essa é a melhor relação de custo-benefício desde novembro de 2020”, destacou a pesquisadora.
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No que diz respeito ao farelo de soja, Ferraz apontou um aumento de aproximadamente 10% em relação ao mês anterior, com uma valorização de 18% em comparação ao mesmo período de 2022.
Além disso, Ferraz mencionou que os preços da carne suína estão intrinsecamente ligados aos valores de outras proteínas animais, como carne bovina e de frango.
No contexto da peste suína africana, a pesquisadora comentou sobre relatos de casos na China, embora o país não tenha oficialmente reportado a doença. Como resultado, houve um aumento significativo nas exportações brasileiras de carne suína para a China, com um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que apenas as exportações para a China aumentaram em 21%.
Esses dados indicam um cenário positivo para o mercado suinocultor brasileiro, impulsionado pelo aumento da demanda chinesa e pelas exportações em expansão, trazendo benefícios tanto para os produtores quanto para a economia do país.




















