Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Área de milho fica reduzida até o limite

Na safra passada, a rentabilidade do milho foi 50% inferior à da oleaginosa.

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Da Redação 20/10/2003 – 03h30 – A troca do milho pela soja tem um limite. Os produtores do ABC paranaense (região das cooperativas Arapoti, Batavo e Castrolanda), que detêm 210 mil hectares e registram produtividade 43,5% acima da média estadual com a sojicultura, estão seguindo orientações técnicas que desaconselham a redução da cultura do milho a áreas inferiores a um terço da lavoura.

O Paraná é o maior produtor nacional de milho, e mesmo com a redução de 9,8% da área de plantio na safra 2003/2004, não perderá a posição de líder.

“A rotatividade de culturas é que garante a produtividade. Reduzir o milho a menos de 33% é uma aventura. A soja rende até 500 quilos a mais por hectare quando é plantada em áreas que, na safra anterior, foram dedicadas ao milho”, afirma o produtor Artur Valdemar Mittelstedt, de Tibagi. Ele decidiu reservar para o milho um terço da lavoura de 1,7 mil hectares que administra. A soja ficou com 55% e o feijão com aproximadamente 10%.

Os produtores acreditam que o milho quebra o ciclo de doenças do solo e aniquila pragas como insetos. Os insumos usados para a produção desta cultura preparam o solo também para a produção de soja. Quando a soja é cultivada por duas safras numa mesma área, a rentabilidade cai em até 10%.

A própria preferência pela soja acaba favorecendo a produção de milho, avalia o presidente da Fundação ABC, instituição de pesquisas que orienta os produtores, Willen Bouwman. “Haverá menos milho em estoque, e os preços tendem a subir”, considera. Ele conta que, nos 2,5 mil hectares que ajuda a administrar, o milho terá 35% do espaço.

A rentabilidade da soja foi bem superior à do milho na última safra. Quem colheu o equivalente à média estadual (2,8 toneladas de soja ou 3,7 toneladas de milho, por hectare) teve rendimento 50% menor com o milho. Cada hectare de soja rendeu cerca de R$ 2 mil.

Na avaliação de Bouwman, apesar de a rentabilidade da soja ser maior, os produtores estão menos afobados. Ele diz acreditar que o mercado internacional está deixando de ditar as regras para o Brasil. Com o crescimento da produção nacional, o país estaria firmando sua autonomia produtiva, apesar de os preços continuarem atrelados a bolsas como a de Chicago, observa

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