Conteúdo do documento fala sobre os perigos e riscos sanitários e sociais na avicultura.
UBA encaminha ofício ao presidente Lula
Redação AI 16/12/2003 – 09h35 – O presidente da União Brasileira de Avicultura (UBA), Zoé Silveira dAvila, encaminhou uma carta ofício ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, Zoé ressaltou a importância de o governo se atentar às questões sanitárias e sociais da avicultura brasileira. Confira a íntegra do ofício: O excelente desempenho da produção e da exportação brasileira tem se respaldado na boa condição sanitária das aves, nos sistemas criatórios brasileiros. Nos últimos anos, o sistema de defesa sanitária vem sendo enfraquecido em razão da falta de repasse de recursos, nessa área fundamental para o setor, gerando assim uma situação de altíssimo risco para a avicultura brasileira. Apesar de nossa condição sanitária ainda ser excelente, deve-se considerar que anualmente ingressam no Brasil milhões de aves migratórias procedentes do hemisfério norte, muitas delas portadoras de doenças perigosas para o sistema de produção industrial. A carência de recursos no sistema de defesa sanitária animal colocou o setor numa vulnerabilidade extrema. Caso algumas das aves que diariamente ingressam em nosso território provoque um surto de doença perigosa para o sistema industrial brasileiro (Influenza Aviária Doença de Newcastle) não teremos condições de controlá-la e muito menos de erradicá-la de imediato. Isso acontecendo, perderemos imediatamente, e por vários anos, todos os mercados externos conquistados, uma vez que essas doenças são transmitidas através do trânsito de produtos avícolas, e as autoridades sanitárias dos países importadores impedirão o comércio, no instante em que tomarem conhecimento da existência da doença no sistema produtivo do país exportador. O impacto na produção, na geração de divisas e sobretudo no emprego, será altíssimo, pois essa situação provocará uma série de falências na cadeia avícola, afetando principalmente as empresas de menor porte, inclusive aquelas que não exportam. Comparando o impacto que geraria um quadro como o acima descrito com o volume de recursos necessários para reduzir essa ameaça, entendemos que estamos correndo um risco por demais desnecessário ao deixar de dotar a área de defesa animal com os recursos adequados para cumprir adequadamente a sua função. Muito apreciaríamos sua urgente consideração relativamente a esse importante assunto.”
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