Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Pesquisadores criam ração animal mais rica em proteínas

O bioproduto, feito por ação dos fungos Aspergillus do grupo niger e Hansenula, foi testado com sucesso na alimentação de frangos de corte.

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Redação AI 16/09/2002 – Pesquisadores do Departamento de Parasitologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) desenvolveram uma ração animal a base de farelo de trigo, modificada por micro organismos, com teor de proteínas superior em 66,34% em relação ao da ração tradicional feita da mistura de farelo de trigo, soja e milho. O bioproduto, feito por ação dos fungos Aspergillus do grupo niger e Hansenula, foi testado com sucesso na alimentação de frangos de corte e agora está em fase de obtenção de patente.

A coordenadora do projeto, doutora em parasitologia Maria Francisca Simas Teixeira, disse que, além da patente, está em andamento a busca de parceiros para a fabricação do bioproduto em escala industrial. Ela estima que o novo produto chegará ao mercado dentro dos próximos três anos. A pesquisadora não detalhou a pesquisa porque está cumprindo as exigências do processo de patenteamento do bioproduto.

Em relação à ração tradicional, Maria Francisca disse que são inúmeros os benefícios do bioproduto para os animais e para os humanos. “Houve uma conversão muito boa de proteínas do produto para as aves”, disse. O frango alimentado com o bioproduto adquiriu sabor idêntico aos criados sem confinamento, conhecidos como os chamados frangos caipiras.

Essa qualidade é atribuída aos efeitos da nova ração, cuja fração mineral aumentou em 7,7% e lipídios em 71,43%, com a adição do Hansenula; enquanto o teor de carboidratos foi reduzido em 21,43%, com o uso do Aspergillus. Quanto o processo de fermentação se deu pela associação dos dois microorganismos, o teor de carboidrato caiu em 34,0%. Trata – se, segundo Maria Francsica, de um produto que pode ser usado como suplemento alimentar para aves de corte. “As análises microbiológicas comprovaram a eficiência do bioproduto sem que houvesse o desenvolvimento de fungos nos tecidos e órgãos”, afirmou a pesquisadora. A pesquisa coordenada por Maria Francisca foi desenvolvida no decorrer de um ano com um financiamento de R$ 16 mil do Banco da Amazônia S/A (Basa).

Maria Ferreira afirmou que o desenvolvimento de bioprodutos na Amazônia, de clima quente e úmido, é mais provável que em outras regiões. “Este é um ambiente propício à proliferação de microorganismos. Assim como eles podem prejudicar a saúde humana e dos animais, podem também ser usados na produção de alimentos saudáveis, sem componentes tóxicos”, comentou a pesquisadora.

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