Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Suinocultura de olho no exterior

Grandes exigências burocráticas atrapalham exportação de carne de suínos provenientes de Mato Grosso.

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Redação SI 09/12/2002 – Praticamente banida dos Países Baixos e sofrendo duro questionamento ambiental no restante da Europa, a suinocultura aponta o focinho para o Brasil, mais precisamente para Mato Grosso. A associação dos fatores clima, luminosidade, produção de matéria-prima para as granjas, aproveitamento de dejetos na adubação orgânica, associação com a avicultura e piscicultura criam condições amplamente favoráveis a essa atividade econômica que responde pela produção da carne mais consumida no mundo desde que o homem aprendeu a lidar com a terra ao inventar a agropecuária.

Mesmo com extraordinário potencial para a suinocultura, e com grandes grupos internacionais de olho nessa perspectiva, Mato Grosso tem na pecuária suína uma atividade incipiente, que não passa de 36 mil matrizes em suas granjas tecnificadas que integram o programa estadual “Granjas de Qualidade”. Fora dessas pocilgas chafurdam em chiqueiros de fundo de quintal, principalmente nas pequenas propriedades, milhares de outras fêmeas, essas sem raça, o chamado porco caipira. Cruzamento de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea/MT) apontam para a existência de 400 mil porcas.

`Um pingo d”água`. Com esta curta frase o vice-presidente de Comercialização e Produção da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Valdomir Ottonelli, define a pequena quantidade de animais voltados para a produção do porco carne. Diretor do maior frigorífico para abate suíno no estado, o Excelência, em Nova Mutum, Ottonelli foge do assunto “preço de produção”, mais que vampiro da cruz. E é exatamente o elevado custo do milho e da soja – os dois principais itens da alimentação da porcada que pesa contra o terminador – o criador que engorda para abate.

O preço da soja e do milho dispararam no mercado. Cotada pelo dólar, a soja é o principal commodity agrícola brasileiro e de Mato Grosso. O milho, anda em baixa nos estoques reguladores e dá os primeiros sinais que exigirá importação para suprir o mercado nacional interno. Por isso, tanto um quanto outro têm preços acima da realidade da suinocultura que não pode pagar mais que R$ 1,50 pelo quilo do porco em pé.

O custo de produção anda pelos olhos da cara. O preço do quilo vivo está estabilizado há anos. Daí, torna-se difícil manter o atual patamar de produção anual, em torno de 800 mil cabeças. Numa situação assim, pensar em aumentar a oferta, beira a utopia.

Burocracia – O primeiro grande passo para a suinocultura ganhar fôlego é mergulhar de cabeça no mercado internacional cotado pela moeda norte-americana. Mas, para isso, terá que quebrar uma indigesta barreira fiscal interna. Trata-se de obter licença para o frigorífico Excelência, de Nova Mutum, e pertencente à Cooperativa Intercoop, do médio-norte, botar sua variada linha de produção nos quatro cantos do mundo.

O Excelência está com a faca no peito: para se habilitar à exportação tem que apresentar um calhamaço de papel impossível de se conseguir. O governo exige que além do frigorífico e da cooperativa, todos os cooperados e seus conjugues, bem como outras empresas das quais sejam donos ou sócios apresentem certidões negativas da Receita Federal, Secretaria da Fazenda, Ibama, Serasa, SPC, Incra, prefeituras, Justiça Federal e outras mais.

A única maneira de desburocratizar essa exigência seria a alteração da legislação em vigor, pela Assembléia Legislativa. Por se tratar de algo praticamente impossível neste final de ano e de legislatura, o governador Rogério Salles assumiu compromisso de assinar nesta semana, uma licença temporária especial para exportação. O setor aguarda confiante e apreensivo.

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