Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
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Lucro líquido da Perdigão teve aumento de 373% no primeiro semestre

As vendas consolidadas alcançaram R$ 1,207 bilhão, valor 29,2% superior aos seis meses iniciais do ano passado.

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Redação AI 10/08/01 16:48 – A Perdigão fechou o primeiro semestre de 2001 com lucro líquido de R$ 53 milhões, o que equivale a um aumento de 373% em relação ao mesmo período do exercício anterior. As vendas consolidadas alcançaram R$ 1,207 bilhão, valor 29,2% superior aos seis meses iniciais do ano passado. Esse desempenho deve-se à excelente performance verificada entre abril e junho, quando a companhia registrou o melhor resultado trimestral de sua história, totalizando lucro líquido de R$ 44,3 milhões. Em comparação ao segundo trimestre do ano passado, o crescimento foi superior a 1.000%.

Segundo o vice-presidente financeiro da empresa, Wang Wei Chang, as exportações foram fundamentais para obtenção dos resultados, representando 40% do faturamento líquido no semestre e 44,5%, no trimestre. Outros fatores favoreceram esse quadro, como a redução dos custos da ração e o aumento da escala de produção com maior valor agregado. Os produtos elaborados/processados avançaram de cerca de 50% para 56,5%, do volume total comercializado.

“Pela primeira vez na trajetória da Perdigão, o EBITDA (resultado da atividade operacional adicionado de depreciações e amortizações) de um trimestre ultrapassou os R$ 100 milhões, crescendo 354,5% e atingindo o montante de R$ 111,5 milhões. No semestre, houve aumento de 205%, chegando a R$ 163,5 milhões”, detalha o executivo.

Chang destaca que “as perspectivas continuam positivas para os próximos meses, embora as exportações não estejam mais impactadas pelo problemas sanitários ocorridos na Europa”. Quanto ao mercado interno, ele condiciona o desempenho ao crescimento da economia brasileira, que sofre pressões negativas, tanto da crise argentina quanto do racionamento de energia. “Em relação aos custos, podem ocorrer elevações sazonais, em especial para soja e milho, em decorrência dos preços praticados internacionalmente, e em itens sujeitos à variação cambial”, analisa o vice-presidente financeiro.

MERCADO EXTERNO

No acumulado de 2001, as vendas externas somaram R$ 421,5 milhões, atingindo um crescimento de 81,5% no semestre e 117% no trimestre. Melhores negociações, incremento de volumes de produtos elaborados/processados e maior participação de carne suína no mix, além das oportunidades geradas na Europa com a ocorrência da BSE (vaca louca) e da febre aftosa, favoreceram os bons resultados.

Os produtos elaborados/processados obtiveram incremento nos volumes de venda da ordem de 122% no semestre e 98,5% no trimestre, sendo que o faturamento evoluiu, respectivamente, 209% e 197,5%. Tais crescimentos foram proporcionados pelas vendas de produtos empanados, temperados e derivados de aves, em especial de perus, principalmente para a Europa.

O mercado europeu representou 40,5% do faturamento das exportações, seguida do Extremo Oriente (26%) e Oriente Médio (21,5%) no semestre.

MERCADO INTERNO

O faturamento no acumulado dos primeiros seis meses do ano atingiu R$ 786 milhões, 12% superior em relação ao mesmo período do exercício anterior. No trimestre, o faturamento somou R$ 396,5 milhões, equivalendo a um aumento de 12,5%.

Essas vendas estiveram concentradas em produtos processados de maior valor agregado, destacando-se massas, pizzas, pão-de-queijo e vegetais, que aumentaram mais de 61% em faturamento (totalizando R$ 49,5 milhões) e 46% em volumes no semestre.

Na categoria de pratos prontos/massas, o market share da Perdigão, medido pelo Instituto Nielsen, ficou em 30,3% no semestre e 32,4% no último bimestre, no consolidado das marcas Perdigão e Batavo. No segmento de industrializados de carnes, a participação chegou a 24% no acumulado do ano e a 23,9% no bimestre maio/junho, enquanto em congelados de carne, situou-se em 31% no acumulado e 31,3% no bimestre abril/maio.

INVESTIMENTOS

A Perdigão vai superar os investimentos previstos inicialmente para 2001, devendo aplicar perto de R$ 120 milhões (sem computar o capital de giro) em diversos projetos, alguns dos quais foram antecipados. Até junho deste ano, já foram aplicados recursos da ordem de R$ 79 milhões, sendo R$ 18 milhões no último trimestre.

Entre os principais projetos desenvolvidos pela companhia destacam-se: incremento de produção e melhorias de instalações em unidades localizadas no Sul do País; início da construção do novo Centro de Distribuição de Campinas; diversificação das linhas de produção e início da segunda linha de abate de aves na fábrica de Rio Verde (GO) e desenvolvimento de ações de preservação do meio ambiente.

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