Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Mercado

Frango sobe 12,2% e embargo europeu amplia custo regulatório para exportadores

Alta de custos internos e novas exigências sanitárias da União Europeia pressionam margens da avicultura brasileira no segundo semestre

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Frango sobe 12,2% e embargo europeu amplia custo regulatório para exportadores

A cadeia avícola brasileira atravessa, em junho de 2026, um cenário de compressão de margens provocado por fatores simultâneos no mercado interno e externo. De um lado, o preço do frango vivo registrou alta de 12,2% em maio, enquanto a carne permaneceu próxima de R$ 7,20 por quilo, conforme dados da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV). De outro, a imposição de embargo por parte da União Europeia passou a exigir avanços em rastreabilidade e a adoção de restrições ao uso de antimicrobianos na produção, elevando os custos de adequação para os exportadores.

O impacto das medidas europeias tende a ser relevante diante da importância das proteínas animais na pauta exportadora brasileira. Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil exportou US$ 148,6 bilhões em mercadorias, somando 329,2 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Dentro desse volume, o desempenho do setor depende diretamente da manutenção do acesso a mercados exigentes, como o europeu.

Em resposta, entidades como a ABPA e a ABIEC já formalizaram pedidos de ampliação das restrições ao uso de antimicrobianos, sinalizando que a adaptação às novas regras deixou de ser uma opção e passou a ser uma condição para competir no mercado internacional.

No segmento aquícola, surgem novas preocupações. A produção de tilápia pode enfrentar risco de taxação nos Estados Unidos, conforme debatido durante a Aquishow 2026 pela Peixe BR. Como principal destino da aquicultura brasileira, o mercado norte-americano exerce forte influência sobre a competitividade do setor, e uma eventual sobretaxa pode favorecer concorrentes asiáticos.

Alternativas

Em paralelo, a avicultura brasileira tem buscado alternativas para compensar as pressões externas. As exportações de pés de frango para a China geraram receita de R$ 221 milhões, de acordo com o Canal Rural, evidenciando a estratégia de ampliar mercados e agregar valor a produtos de menor demanda no consumo doméstico.

A combinação de custos de produção em alta, exigências sanitárias mais rigorosas e riscos tarifários em mercados estratégicos desenha um segundo semestre desafiador para a proteína animal. Nesse ambiente, a diferença de desempenho entre empresas tende a se acentuar, favorecendo aquelas com maior capacidade de investimento em rastreabilidade, adequação regulatória e diversificação de destinos comerciais.

Fonte: ASGAV, Secex, ABPA, ABIEC, Peixe BR, MDIC

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