Japão registra problemas com aftosa, porém questiona sanidade brasileira. Enquanto isso, MT quer status de área livre sem vacinação.
Aftosa em destaque

O Estado de Mato Grosso, que concentra a maior população de bovinos de corte do País, quer conquistar o status invejável de área livre da febre aftosa sem vacinação. A Famato, que representa os fazendeiros, vai encaminhar o pedido ao Ministério da Agricultura. O argumento é que Mato Grosso, apesar de fazer fronteira com a vulnerável Bolívia em se tratando de sanidade do gado, está há 14 anos sem registrar foco da doença. Só Santa Catarina possui status de zona livre de aftosa. Sem dúvida, é corajosa a posição da Famato.
Em entrevista à revista Globo Rural neste ano, Sebastião Guedes, presidente do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), havia ressaltado o combate árduo que vem sendo desenvolvido na fronteira contra a aftosa, sendo que o governo brasileiro e a iniciativa privada têm doado doses de vacina ao país vizinho. Guedes previu ainda que, neste ano, vários estados iriam requerer o status de zona livre devido justamente aos avanços na luta contra o mal.
Enquanto isso – quem diria – a província japonesa de Miyazaki, no sul do país asiático, declarou nesta terça-feira (18/05) situação de emergência, devido a um incontrolável surto de aftosa por lá detectado. Dados oficiais mostram indícios da doença em pelo menos 126 fazendas de bovinos e de suínos, sendo que mais de 114 mil animais foram sacrificados. As informações são da agência de notícias Kyodo. O Japão não compra carne bovina in natura brasileira. Alega que o Brasil possui uma estrutura sanitária deficiente.
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