Segundo o médico veterinário Roberto Hunziker, da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, as nove regras mais importante.
Confira as regras para que a vacinação contra febre aftosa seja eficiente
Redação (20/01/06) – Segundo o médico veterinário Roberto Hunziker, da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, as nove regras mais importantes que o pecuarista deve atender para garantir uma vacinação eficiente são:
– O primeiro cuidado começa na própria loja, onde a vacina é vendida.
A geladeira deve estar com a temperatura entre 2o e 8o e, os estabelecimentos são obrigados a manter um termômetro de duas colunas que marcam a mínima e a máxima. Esse tipo de termômetro não registra a temperatura do momento, mas sim a máxima e a mínima da geladeira durante as vinte e quatro horas do dia. Dessa forma, é possível saber se, em algum momento, a temperatura passou dos padrões exigidos. O lojista é obrigado e anotar os dados do termômetro em um relatório diário que fica à disposição dos fiscais. Para dar uma noção do tamanho do problema, na região de Sorocaba, no sudeste paulista, em 2004, dos 57 estabelecimentos que vendem vacinas, 32 foram autuados por irregularidades.
– A regra número dois é como transportar a vacina.
O gelo deve ocupar dois terços da caixa térmica e os frascos precisam ser protegidos com um saco plástico. A vacina congelada perde o efeito porque em contato com o gelo, a temperatura cai abaixo de dois graus, o mínimo recomendado pelos fabricantes. Com a caixa lacrada, o pecuarista recebe as notas que vai apresentar para comprovar a vacinação.
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– A regra número três é a geladeira da fazenda.
Se o criador tiver que guardar as vacinas na geladeira doméstica, deve seguir alguns cuidados básicos. Não colocar os frascos no congelador. O melhor lugar são as bandejas do meio do refrigerador. E é necessário manter um termômetro lá dentro para ver se a temperatura está se mantendo entre os dois e os oito graus. O ideal mesmo seria ter uma geladeira separada só para as vacinas. Como isso nem sempre é possível, a melhor saída é vacinar no mesmo dia da compra.
– A regra número quatro é a limpeza da pistola.
Uma boa faxina na pistola é a regra numero quatro. Ela deve ser desmontada e lavada com sabão.
– A regra número cinco é a regulagem.
A dose recomendada é de 5 ml por animal. Pra isso, é preciso atenção na regulagem da pistola.
– A regra número seis é o tipo de agulha.
O indicado é a agulha com calibre 10×18 o que vai fazer com que a vacina flua mais rapidamente para o animal.
– A regra número sete é a ponta da agulha.
Ela tem que estar correta, ou seja, sem dobra.
– A regra número oito é a aplicação correta da vacina.
A vacina tem que ser aplicada no lugar certo, ou seja, no pescoço do animal, logo à frente da paleta. Pode ser do lado direito ou esquerdo. Nessa região, a pele não é tão agarrada ao músculo, o que facilita a aplicação subcutânea. Se ocorrer algum abscesso, não há muito prejuízo porque é uma parte que não tem carne nobre.
Ao terminar o trabalho, o pecuarista tem ainda mais um compromisso. Levar a documentação para o escritório local da defesa agropecuária. Ele deve apresentar a nota fiscal das vacinas e a relação dos animais que tem na propriedade. A última recomendação é ter cuidado na hora de comprar gado de terceiros.





















