América do Sul terá 49 milhões de dólares para erradicar a febre aftosa.
Erradicação da Febre Aftosa
Redação SI (26/01/06) – Os países da América do Sul terão recursos da ordem de US$ 49 milhões do Plano Hemisférico para a Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA) para fortalecer seus programas nacionais de eliminação da doença. O objetivo é erradicar a aftosa do continente americano em cinco anos, a partir de 2005. No Brasil, o dinheiro será destinado para ações em regiões de risco desconhecido na Amazônia e no Nordeste. Em projetos bi ou trinacionais de fronteira, os recursos serão distribuídos entre a região Andina, Cone Sul, Sub-Região Amazônica e Brasil não Amazônico.
O Plano de Ação do PHEFA para 2005-2009 foi entregue nesta quarta-feira (25/01) aos integrantes da missão dos Estados Unidos que se reuniu em Brasília com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, para conhecer o Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa. A comitiva, formada por representantes do setor privado e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chegou ao Brasil nesta segunda-feira. Também integraram a comitiva recebida pelo ministro, representantes da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e do Conselho Nacional da Pecuária de Corte.
O presidente do Grupo Interamericano para a Erradicação da Febre Aftosa (Giefa) e do Conselho Nacional de Pecuária de Corte, Sebastião Guedes, enfatizou no encontro os esforços do Brasil para eliminar a doença. “É uma oportunidade ímpar para a discutir o tema”. Philip Bradshaw, coordenador da missão norte-americana, afirmou que seu País dará toda a assistência para que o Brasil consiga erradicar a febre aftosa. “Temos responsabilidades porque somos lideranças na América do Sul e na América do Norte. Nós (Brasil e Estados Unidos), vamos alimentar o mundo na próxima década”, disse Bradshaw ao lado do ministro Roberto Rodrigues.
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O diretor interino do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Jamil Gomes de Souza, apresentou um histórico do combate à febre aftosa no Brasil e o atual panorama das ações implementadas para erradicar a doença. Destacou o compartilhamento de responsabilidades entre os governos Federal, estaduais e municipais.
Entre os fatores apontados pelo diretor para eliminar a aftosa do território brasileiro estão a participação efetiva do setor privado no programa de erradicação, desde o planejamento até a execução e avaliação dos resultados, melhoria da qualidade da vacina e o conseqüente ganho na proteção dos animais e aplicação do conceito de sanidade animal para a eliminação de focos.
Gomes de Souza informou ao grupo que no ano passado foram registrados 35 focos de febre aftosa no Brasil e que até setembro de 2005, 81% de todo o rebanho brasileiro (de cerca de 200 milhões de cabeças) estavam situados em zona livre de febre aftosa com vacinação, abrangendo 15 estados. Em outubro, quando surgiu o primeiro foco da doença no Mato Grosso do Sul, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) derrubou o status sanitário dos 15 estados. Cerca de 32 mil bovinos foram eliminados no Mato Grosso do Sul. Segundo explicou o diretor, o sacrifício dos animais é primeira etapa para recuperação do status anterior junto à OIE.
Jamil Gomes de Souza falou ainda sobre a importância do Giefa na facilitação do entendimento entre o Brasil e os países vizinhos. “O Giefa é de extrema importância por atuar nas regiões de fronteira. Precisamos de uma ação efetiva para que o programa avance na Bolívia, não só na doação de vacinas como no apoio técnico operacional, e na região da fronteira com o Paraguai, onde há concentração do agente viral”, enfatizou.
Ao final do encontro, o ministro Roberto Rodrigues destacou a transparência com a qual o governo brasileiro está tratando a erradicação da febre aftosa. “Temos procurado atuar com muita transparência tanto junto ao Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) quanto ao Giefa, mostrando o que o Brasil faz em relação à erradicação, sobretudo na relação com os países vizinhos.Rodrigues disse ainda que “a vinda de lideranças privadas do agronegócio norte-americano acompanhando o Giefa é fundamental para que essa transparência ocorra permanentemente.”





















