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Embargo ao Brasil é tema de encontro entre parlamentares e ministro

Desde o início de fevereiro, a União Européia bloqueou a compra de carne bovina in natura do Brasil após rejeitar a lista de propriedade tidas como aptas ara exportar o produto àquele mercado.

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Redação (13/02/2008)- A suspensão da carne bovina brasileira pela União Européia oi o motivo da reunião na terça-feira entre os parlamentares que integram a comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento da Câmara dos Deputados com o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. O deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) participou da reunião.
     Desde o início de fevereiro, a União Européia bloqueou a compra de carne
bovina in natura do Brasil após rejeitar a lista de propriedade tidas como aptas
para exportar o produto àquele mercado. Os europeus indicaram que poderiam
aceitar a carne de 300 propriedades.
     Os parlamentares foram até ao ministro para verificar como ficou a lista
das propriedades capacitadas à exportação. O governo federal apresentou
inicialmente uma lista de 2.861 propriedades auditadas e consideradas conformes,
seguindo os critérios de rastreabilidade exigidos pela União Européia.
     No entanto, após a conferência das listas, o Ministério reduziu para 683
fazendas que cumprem com as exigências de rastreabilidade do mercado europeu. De acordo com o ministro, a triagem havia sido efetuada somente no papel sem ter
ido à campo. A redução, segundo Stephanes, é porque na maioria faltaram
documentos exigidos pela União Européia.
     Ele observa que a checagem dos dados está sendo efetuada pelos técnicos.
Até o dia 15, deverão ser encaminhados os novos dados para Bruxelas. Ele observa que está sendo analisada a inconformidade das duas mil e das 600 serão feitas auditoria de campo. O Brasil está confiante porque o produto é competititvo, de boa qualidade e barato, conforme relata o ministro. O ministro disse que será encaminhada a Bruxelas  uma nova lista com mais precisão para que o mercado seja restabelecido.
     O deputado Afonso Hamm comenta que o interesse dos parlamentares é de
pressionar o governo para que trabalhe intensamente para a reabertura do
mercado. Conforme Hamm, o Brasil exporta carne maturada e sem osso há mais de
meio século. Nesse período, nenhum problema foi constatado, ou seja, não existe
precedente com relação a aftosa. "O nosso país está sendo vítima de
protecionismo que vem caracterizando muitas decisões com o objetivo de
restringir o acesso da carne brasileira aos mercados. Cerciando a
competitividade da carne brasileira é chegado o momento de trabalhar com a mesma moeda", complementa.
     Hamm comenta que esse é um problema político e não sanitário, pressionados
pelos produtores irlandeses, que são os que mais sofrem com a concorrência. A
União Européia está criando obstáculos à carne brasileira por receio de perder o
mercado. Com informações da assessoria de imprensa do deputado Afonso Hamm.

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