Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Toxoplasmose suína

Pouca importância tem sido dada à Toxoplasmose suína nos últimos tempos e também poucos diagnósticos da doença são realizados, apesar desta doença poder causar prejuízos para o sistema de produção, sendo muitas das vezes confundida com outras enfermidades, podendo contribuir para uma baixa eficiência no controle dos problemas sanitários de uma granja.

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Redação (20/02/2008)- O Toxoplasma gondii, protozoário causador da Toxoplasmose na espécie suína e em outras espécies (podendo infectar até o homem), provoca principalmente na espécie suína transtornos reprodutivos em Porcas (Matrizes), podendo também infectar leitões com menos de oito semanas de idade, sendo que a infecção em animais acima desta idade destinados ao abate pode ser inaparente.

FORMA DE TRANSMISSÃO
A transmissão do Toxoplasma gondii se dá principalmente pela ingestão de cistos eliminados nas fezes de gatos parasitados, podendo também ocorrer o contágio pelas vias respiratórias. Essa forma de transmissão reforça a importância de se aplicar medidas de biossegurança em uma granja como impedir o contato de outros animais como gatos, cães, frangos e outros com suínos da granja para diminuir o risco do aparecimento e agravamento de doenças no rebanho. Vale lembrar que a Toxoplasmose suína não é a única doença transmitida pelo contato de suínos com animais de outras espécies.

PREJUÍZOS
O Toxoplasma gondii ao infectar Porcas em gestação pode atravessar a placenta e infectar os fetos, causando morte dos mesmos e/ou nascimento de leitões fracos e doentes. Abortos não são comuns por este parasita, porém o prejuízo acarretado pela diminuição de leitões nascidos e aumento de natimortos e mumificados deve ser considerado. Pelo fato de outras doenças reprodutivas causarem transtornos semelhantes da Toxoplasmose em Porcas, é interessante realizar diagnóstico diferencial para Erisipela, Parvovirose, Leptospirose, PRRS, dentre outras.

Há também a infecção de leitões de até oito semanas de idade, podendo causar transtornos nervosos, respiratórios e digestivos, causando uma diminuição no ganho de peso dos animais, predispondo-os ao aparecimento de outras doenças, dentre outros.

Os leitões infectados podem apresentar sintomas como febre, que pode ser vista em uma baia quando o(s) leitão(ões) está(ão) com frio e se amontoam uns aos outros; dificuldades de respirar e tosse; anorexia; pode ser vista presença de diarréias; os animais podem também apresentar cegueira e problemas nervosos, sendo assim necessário realizar o diagnóstico diferencial para outras doenças que causam transtornos nervosos como meningite por Streptococcus suis e Doença do edema por E. coli.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico para estabelecer o grau de infecção no rebanho pode ser realizado a partir da Imunofluorescência indireta. Para tal, é necessário que se envie ao TECSA Laboratórios sangue (soro) dos animais para pesquisar anticorpos contra o Toxoplasma gondii no sangue do animal. Selecionar aleatoriamente 22 animais da faixa etária que se quer pesquisar e assim coleta-se o sangue. Espera-se o sangue coagular para liberação do soro e após este procedimento o soro pode ser enviado resfriado ao laboratório em caixa de isopor devidamente lacrada e identificada com a ficha de solicitação de exames. Após a chegada do material ao laboratório, o exame será realizado no máximo em dois dias.

Para o diagnóstico diferencial para outras doenças que causam transtornos nervosos em leitões como meningite por Streptococcus suis e Doença do edema por E. coli pode ser realizado cultura dos agentes. Para se diagnosticar Streptococcus suis deve-se coletar com swab secreção de cérebro passando o swab na meninge e no cérebro, e para Doença do edema devem ser coletadas com swab secreções de fezes do reto do animal para isolamento de E. coli (nem sempre o animal com Doença do edema apresenta diarréia) associando este isolamento aos sintomas do animal como face inchada, andar cambaleante, dentre outros. Os swabs devem ser devidamente identificados e enviados resfriados ao laboratório em caixa de isopor devidamente lacrada e identificada com a ficha de solicitação de exames.

Para diagnóstico diferencial de doenças que causam problemas reprodutivos em Porcas como aumento de natimortos e mumificados, o TECSA Laboratórios conta com o pacote CHECK-UP DE DOENÇAS REPRODUTIVAS, que pesquisa no soro dos animais anticorpos contra Parvovirose, Leptospirose, Erisipela, Aujesky, PRRS e Toxoplasmose. Para tal é necessário enviar 20 soros de Porcas (matrizes) devidamente resfriados ao laboratório em caixa de isopor devidamente lacrada e identificada com a ficha de solicitação de exames.

CONTROLE
Algumas medidas de controle contribuem para diminuir a infecção do Toxoplasma gondii nos animais, como:

– Implantar medidas de biossegurança, colocando telas nos galpões para evitar a entrada de gatos nos mesmos.
– Realizar limpeza e desinfecção corretamente. Apesar do Toxoplasma gondii ser muito resistente a desinfetantes, são destruídos rapidamente por solução de amônia a 10%.
– Proporcionar aos animais ambiente seco e com temperatura adequada, já que ambientes úmidos e quentes favorecem a infecção pelo agente.
– Não fornecer carne crua aos animais, pela fato que há a possibilidade de se encontrar cistos nos músculos(carne) dos animais.
– Corrigir os fatores que estão desencadeando a infecção.
– Tratamento de leitões doentes.

Lembrando sempre que medidas preventivas são mais baratas e valem mais a pena do que medidas curativas!

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