Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,35 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,54 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,97 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,26 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,65 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 164,30 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,38 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,66 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,68 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.352,41 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.295,10 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,07 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 154,88 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 154,65 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 172,66 / cx
Destaque Todas Páginas

Toxoplasmose suína

Pouca importância tem sido dada à Toxoplasmose suína nos últimos tempos e também poucos diagnósticos da doença são realizados, apesar desta doença poder causar prejuízos para o sistema de produção, sendo muitas das vezes confundida com outras enfermidades, podendo contribuir para uma baixa eficiência no controle dos problemas sanitários de uma granja.

Compartilhar essa notícia
Redação (20/02/2008)- O Toxoplasma gondii, protozoário causador da Toxoplasmose na espécie suína e em outras espécies (podendo infectar até o homem), provoca principalmente na espécie suína transtornos reprodutivos em Porcas (Matrizes), podendo também infectar leitões com menos de oito semanas de idade, sendo que a infecção em animais acima desta idade destinados ao abate pode ser inaparente.

FORMA DE TRANSMISSÃO
A transmissão do Toxoplasma gondii se dá principalmente pela ingestão de cistos eliminados nas fezes de gatos parasitados, podendo também ocorrer o contágio pelas vias respiratórias. Essa forma de transmissão reforça a importância de se aplicar medidas de biossegurança em uma granja como impedir o contato de outros animais como gatos, cães, frangos e outros com suínos da granja para diminuir o risco do aparecimento e agravamento de doenças no rebanho. Vale lembrar que a Toxoplasmose suína não é a única doença transmitida pelo contato de suínos com animais de outras espécies.

PREJUÍZOS
O Toxoplasma gondii ao infectar Porcas em gestação pode atravessar a placenta e infectar os fetos, causando morte dos mesmos e/ou nascimento de leitões fracos e doentes. Abortos não são comuns por este parasita, porém o prejuízo acarretado pela diminuição de leitões nascidos e aumento de natimortos e mumificados deve ser considerado. Pelo fato de outras doenças reprodutivas causarem transtornos semelhantes da Toxoplasmose em Porcas, é interessante realizar diagnóstico diferencial para Erisipela, Parvovirose, Leptospirose, PRRS, dentre outras.

Há também a infecção de leitões de até oito semanas de idade, podendo causar transtornos nervosos, respiratórios e digestivos, causando uma diminuição no ganho de peso dos animais, predispondo-os ao aparecimento de outras doenças, dentre outros.

Os leitões infectados podem apresentar sintomas como febre, que pode ser vista em uma baia quando o(s) leitão(ões) está(ão) com frio e se amontoam uns aos outros; dificuldades de respirar e tosse; anorexia; pode ser vista presença de diarréias; os animais podem também apresentar cegueira e problemas nervosos, sendo assim necessário realizar o diagnóstico diferencial para outras doenças que causam transtornos nervosos como meningite por Streptococcus suis e Doença do edema por E. coli.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico para estabelecer o grau de infecção no rebanho pode ser realizado a partir da Imunofluorescência indireta. Para tal, é necessário que se envie ao TECSA Laboratórios sangue (soro) dos animais para pesquisar anticorpos contra o Toxoplasma gondii no sangue do animal. Selecionar aleatoriamente 22 animais da faixa etária que se quer pesquisar e assim coleta-se o sangue. Espera-se o sangue coagular para liberação do soro e após este procedimento o soro pode ser enviado resfriado ao laboratório em caixa de isopor devidamente lacrada e identificada com a ficha de solicitação de exames. Após a chegada do material ao laboratório, o exame será realizado no máximo em dois dias.

Para o diagnóstico diferencial para outras doenças que causam transtornos nervosos em leitões como meningite por Streptococcus suis e Doença do edema por E. coli pode ser realizado cultura dos agentes. Para se diagnosticar Streptococcus suis deve-se coletar com swab secreção de cérebro passando o swab na meninge e no cérebro, e para Doença do edema devem ser coletadas com swab secreções de fezes do reto do animal para isolamento de E. coli (nem sempre o animal com Doença do edema apresenta diarréia) associando este isolamento aos sintomas do animal como face inchada, andar cambaleante, dentre outros. Os swabs devem ser devidamente identificados e enviados resfriados ao laboratório em caixa de isopor devidamente lacrada e identificada com a ficha de solicitação de exames.

Para diagnóstico diferencial de doenças que causam problemas reprodutivos em Porcas como aumento de natimortos e mumificados, o TECSA Laboratórios conta com o pacote CHECK-UP DE DOENÇAS REPRODUTIVAS, que pesquisa no soro dos animais anticorpos contra Parvovirose, Leptospirose, Erisipela, Aujesky, PRRS e Toxoplasmose. Para tal é necessário enviar 20 soros de Porcas (matrizes) devidamente resfriados ao laboratório em caixa de isopor devidamente lacrada e identificada com a ficha de solicitação de exames.

CONTROLE
Algumas medidas de controle contribuem para diminuir a infecção do Toxoplasma gondii nos animais, como:

– Implantar medidas de biossegurança, colocando telas nos galpões para evitar a entrada de gatos nos mesmos.
– Realizar limpeza e desinfecção corretamente. Apesar do Toxoplasma gondii ser muito resistente a desinfetantes, são destruídos rapidamente por solução de amônia a 10%.
– Proporcionar aos animais ambiente seco e com temperatura adequada, já que ambientes úmidos e quentes favorecem a infecção pelo agente.
– Não fornecer carne crua aos animais, pela fato que há a possibilidade de se encontrar cistos nos músculos(carne) dos animais.
– Corrigir os fatores que estão desencadeando a infecção.
– Tratamento de leitões doentes.

Lembrando sempre que medidas preventivas são mais baratas e valem mais a pena do que medidas curativas!

Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 65,35
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 123,54
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 130,55
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,71
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,46
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,80
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,97
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,08
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,26
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 155,65
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 164,30
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 173,37
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 181,64
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 146,77
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 169,38
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,66
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,68
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.352,41
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.295,10
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 180,07
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 154,88
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 154,65
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 172,66
    cx

Relacionados

AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326