Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,35 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,54 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,97 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,26 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,65 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 164,30 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,38 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,66 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,68 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.352,41 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.295,10 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,07 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 154,88 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 154,65 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 172,66 / cx
Destaque Todas Páginas

Mais da metade da soja baiana é transgênica

Embora SEM comprovação, ambientalistas afirmam que a lavoura geneticamente modificada é prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente.

Compartilhar essa notícia
Redação (03/03/2008)- Sessenta e seis por cento de toda a produção baiana de soja é transgênica. O percentual equivale a 630 mil hectares, de um total de 960 mil plantados na safra 2007/2008. A Bahia já ultrapassou a média nacional (65%) e ocupa a quarta posição no país entre os estados que mais produzem o alimento geneticamente modificado, atrás apenas do Rio Grande do Sul (94%), Santa Catarina (87%) e Paraná (70%), e à frente de São Paulo (64%) e Minas Gerais (61%). A expectativa de produtores e analistas é de que, dentro de dois anos, o estado alcance o patamar de 90% de lavoura de soja transgênica.

A soja, como farelo ou óleo, está presente em boa parte dos alimentos industrializados, como massas, biscoitos, margarinas e maioneses. Embora sem comprovação, ambientalistas afirmam que a lavoura geneticamente modificada é prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente.

“A Bahia certamente terá mais de 90% de sua soja modificada dentro de um ou dois anos. Isso depende essencialmente de uma oferta maior de sementes, porque há bastante demanda. Acredito que a penetração dos transgênicos no estado será crescente com uma maior disposição de sementes adaptadas”, afirma Anderson Galvão, diretor no Brasil do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agro-biotecnologia (ISAAA, na sigla em inglês) e sócio-diretor da Céleres, empresa de consultoria especializada em economia agrícola, realizadora do levantamento.

Segundo o executivo, a Bahia só não possui ainda um mercado de soja transgênica mais amplo porque antes não havia muitas variedades adaptadas à região, e porque os mercados da região Sul estavam mais abertos à tecnologia, tendo sido pioneiros na plantação das sementes modificadas. “A experiência diz que quanto maior o grau de informação, maior a aceitação da biotecnologia”, comenta Galvão, ressaltando que o mercado de transgênicos será reforçado com a chegada do milho modificado, que foi recém-liberado e deve apresentar as primeiras variedades dentro de no máximo dois anos.

Desde que foi iniciado na Bahia, em 2003, o cultivo de soja transgênica vem crescendo a passos largos. Enquanto na primeira safra (2003/2004) a presença era de apenas 2% do total da lavoura, ou 17 mil hectares, no período seguinte (2004/2005) a semente modificada já ocupava 144 mil hectares (15,1% do total). Na safra 2005/2006, a participação dobrou: 32%, o equivalente a 279 mil hectares, numa área de 872 mil hectares, e em 2006/2007 chegou a cerca de 50% do total: 430 mil hectares em uma plantação de 852 mil hectares.

Algodão já ocupa 143 mil hectares

Apesar de ser mais recente no território baiano, o algodão transgênico já tem atuação forte nas lavouras do estado. A Bahia, junto com o Mato Grosso, são líderes na produção do grão geneticamente modificado, com um índice de 46% cada um, do total da área plantada. Somente da última safra (2006/2007) para a atual (2007/2008), a presença do algodão transgênico no estado baiano triplicou, saltando de 44 mil hectares para 143 mil hectares.

O vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e também presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen, destaca que uma das principais vantagens da soja transgênica é o aumento da versatilidade do plantio. “Com a soja modificada, por exemplo, os produtores ganham cerca de 15 dias no período do plantio, já que podemos plantar a semente sem precisar esperar dessecar o mato”, aponta.

Jacobsen frisa ainda que hoje quase todo produtor do oeste baiano – região onde se concentra a maior parte da produção do estado – tem uma parte da lavoura formada por transgênicos. “Cada um faz sua escolha, mas o objetivo é sempre tornar o trabalho mais lucrativo e menos trabalhoso”, observa, salientando que, com os transgênicos, os ganhos com produtividade e redução nos custos de produção no Oeste chegam a 10%.

Cultivo cresceu 30% no país

O cultivo de alimentos transgênicos cresceu 30% no Brasil entre 2006 e 2007, um índice superado apenas pela Índia (63%), segundo recém-divulgado relatório da ISAAA. A área cultivada aumentou em 3,5 milhões de hectares, o maior incremento absoluto em todo o mundo.

Apesar da expansão no cultivo e na área das lavouras, o Brasil manteve a posição de terceiro maior produtor mundial de culturas transgênicas – com 15 milhões de hectares de soja e algodão modificados geneticamente – ficando atrás apenas dos Estados Unidos (com 57,7 milhões de hectares plantados) e da Argentina (com 19,1 milhões de hectares).

Segundo a ISAAA – organização de origem americana sem fins lucrativos, patrocinada por grandes companhias como DuPont e Syngenta –, a área de cultivo de sementes transgênicas cresceu 12% em 2007 no globo, chegando a 114,3 milhões de hectares, o segundo maior crescimento em termos de área nos últimos cinco anos (12,3 milhões de hectares).

Assuntos Relacionados soja
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 65,35
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 123,54
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 130,55
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,71
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,46
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,80
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,97
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,08
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,26
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 155,65
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 164,30
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 173,37
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 181,64
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 146,77
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 169,38
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,66
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,68
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.352,41
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.295,10
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 180,07
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 154,88
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 154,65
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 172,66
    cx

Relacionados

AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326