Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Método vai reduzir perdas de produtores e armazéns com umidade dos grãos

O Brasil tem um método oficial, através do qual a umidade é medida: as amostras dos grãos têm que ficar, durante 24 horas, numa estufa a 105 graus centígrados.

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Redação (07/03/2008)- Na hora de vender a sua safra, é a umidade dos grãos que faz com que um produtor tenha um percentual maior de lucro ou veja todo o seu investimento, literalmente, evaporar. Quanto maior o teor de umidade, menos ele recebe. Mas os prejuízos atingem também outros setores: armazenadores, ao receberem um produto acima da umidade calculada, vão ter que gastar mais com energia e mão-de-obra para fazer a secagem e, ainda, devolver, em produto, o que na verdade receberam como água.

As causas de uma medição errada, segundo os pesquisadores, vão desde a má regulagem dos equipamentos até a falta de operadores bem treinados. Mas o principal problema, segundo eles, ainda está na legislação a respeito.

O Brasil tem um método oficial, através do qual a umidade é medida: as amostras dos grãos têm que ficar, durante 24 horas, numa estufa a 105 graus centígrados. O problema é que esse método é igual para todos os tipos de grãos.

Para o professor titular do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Valdecir Antoninho Dalpasquale, esse método não determina corretamente os valores de umidade “porque cada grão tem sua própria característica. Os grãos de trigo, por exemplo, jamais poderiam ficar o mesmo tempo expostos à estufa como os da soja ou do milho. Isso é comprovado, cientificamente”.

Os estudos que até agora vinham sendo feitos apenas como experiência nos laboratórios da UEM, vão passar a ser usados como parâmetro para as análises do Geneslab, laboratório de análise de grãos e hortícolas do Instituto Genesis.

O Geneslab deve analisar este ano 10 milhões de toneladas de soja, milho, sorgo e trigo, destinados a grandes compradores como a Bunge Brasil, Sadia, Perdigão e Cargill. Para o presidente do Instituto Genesis, Henrique Victorelli Neto, a parceria com a UEM vai agregar valor aos serviços prestados pelo Geneslab. “Tanto produtores como armazenadores e indústrias de alimentos terão a certeza de que o produto que estão recebendo está em conformidade, amparado pelo resultado da pesquisa desta parceria, que soma atuação prática ao conhecimento científico”.

Isso será possível porque o laboratório, montado exclusivamente para essas análises, terá estufas específicas para cada tipo de grãos e equipamentos sistematicamente calibrados conforme as recomendações técnicas.

Há ainda a intenção de transformar os resultados obtidos com esse trabalho numa “Cartilha de Recomendações”, destinada a produtores, cooperativas, armazéns e indústrias de alimentos e que poderá ajudar até setores do governo a rever a atual legislação.

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