Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Criador de ave e suíno pode comprar mais

A melhora da relação de troca foi de 6,1% para o milho e 5,8% para o farelo de soja, no caso das aves, e de 4% e 3,75%, respectivamente, para os suínos.

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Redação (12/03/2008)- Os produtores de aves e suínos recuperaram o poder de compra no mês de março. A colheita dos grãos reduziu os custos dos insumos. Com isso, neste mês, um quilo de animal vivo está comprando mais milho e farelo de soja – base da alimentação destes animais. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), a melhora da relação de troca foi de 6,1% para o milho e 5,8% para o farelo de soja, no caso das aves, e de 4% e 3,75%, respectivamente, para os suínos. A perspectiva é que, no decorrer do ano, no entanto, esta relação possa piorar, sobretudo, para o frango. "Ainda não sabe como será. Vai depender do equilíbrio dos custos", diz o presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), ´Érico Pozzer . Segundo ele, com o avanço da colheita, os preços dos grãos tendem a cair. No entanto, no segundo semestre do ano passado, o aumento significativo das exportações de milho influenciaram nas cotações internas do cereal. Por isso, os avicultores estão solicitando ao gover-no a liberação da importação de milho transgênico. Segundo ele, no patamar atual – no acumulado do ano o poder de compra caiu, assim como nos últimos 12 meses – a indicação das associações era que os produtores reduzissem em até 10% o alojamento. "Mas isso só vai acontecer na hora que a coisa apertar. E isso é individual".
O levantamento do Cepea/USP mostra que a situação do produtor de frango está pior que a de suínos. No acumulado do ano, tanto para a compra de milho quanto para a de farelo de soja, o poder de compra caiu (2,2% e 12,13%, respectivamente). Desde o início de 2008, o preço do frango caiu 17,7%, enquanto o do milho se desvalorizou 16% e o do farelo de soja, 6,4%.
O mesmo ocorre na comparação com os últimos 12 meses, apesar de, em março de ano passado, a cotação do milho ser menor que a atual. A queda no poder de compra foi de 44,5% para o milho e 43,6% para o farelo de soja. No ano passado, o avicultor comprava 5,37 quilos de milho e 3,49 quilos de farelo de soja com um quilo de frango. Agora são 2,98 quilos e 1,97 quilos, respectivamente.
De acordo com o pesquisador do Cepea/USP, Thiago Bernardino de Carvalho, o preço do frango caiu porque a produção aumentou. Em janeiro deste ano, a produção de pintainhos de corte foi a segunda maior da história (atrás apenas de outubro de 2007), somando 460,7 milhões de cabeças. Aliado a isso, Carvalho lembra que o frango concorre com a carne bovina, que teve redução do preço no varejo, devido ao embargo europeu. Para os suinocultores, a relação de troca está melhor, com índices positivos para o milho tanto no mês (4%), quanto no acumulado do ano (3,8%) e em 12 meses (6,5%). No caso da compra de farelo de soja, a relação é positiva no mês (3,75%) e em 12 meses (8,35%), mas negativa no acumulado do ano (-12,8%). Carvalho lembra que o preço do animal teve um reajuste devido à redução na oferta – houve descarte de matrizes no ano passado, quando os custos estavam elevados. Aliado a isso, as exportações aumentaram no final de 2007 e houve o retorno das compras da Rússia. Em 12 meses, a valorização do preço do suíno vivo foi de 47%. Para o pesquisador, a tendência é de patamares mais altos, com a possibilidade de abertura de novos mercados. Mas ele ressalta que o grande desafio será o custo.

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