No mês passado, duas cargas de grãos de soja foram desviadas de Juscimeira, duas de Rondonópolis e uma de Campo Verde.
Quadrilha desviou grãos em cinco municípios da região Sul de MT
Redação (25/03/2008)- A Polícia Civil já identificou três empresas vítimas da quadrilha de roubos de cargas de grãos, presa em Rondonópolis (212 km ao Sul), na terça-feira. Todas com sede na região sul do Estado. Sete pessoas, sendo seis homens e uma mulher, foram autuadas em flagrante e indiciadas por roubo e formação de quadrilha.
No mês passado, duas cargas de grãos de soja foram desviadas de Juscimeira, duas de Rondonópolis e uma de Campo Verde. A quadrilha também teve atuação nos municípios de Jaciara e Pedra Preta. Uma transportadora de São Paulo pode estar na lista das vítimas.
Para o delegado Roberto Amorim, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo e Furto de Veículos Automotores (DERFVA), está claro que o objetivo principal da quadrilha era a carga de soja “em razão do alto valor do produto no mercado e do abandono das carretas”, disse.
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Após descarregar os grãos a quadrilha abandonava a carreta. Duas delas foram encontrada nas regiões de Primavera do Leste e Campo Verde. “Talvez tenha outros roubos que ainda não chegou ao conhecimento da polícia”, ressalta o delegado. “Orientamos as vítimas procurarem o CISC de Rondonópolis para fazer a comunicação e denunciar pelo 197”, complementa Amorim.
Conforme o delegado, cada membro da organização criminosa tinha uma atribuição dentro da “empresa”. O chefe do grupo Edmar Gonçalves dos Santos, o “Gauchinho”, organizava os roubos, escolhia as vítimas e também era o responsável pela revenda dos grãos. O motorista José Batista de Moraes levava carga até o Armazém Transparanatinga, localizado no Distrito Industrial de Rondonópolis, onde era descarregada. O gerente do armazém era Etevaldo de Souza Sobrinho, contratado como auxiliar administrativo do dono Transparanatinga. A única mulher do grupo, Maria Aparecida Cavalcante, esposa do motorista, cuidava da parte administrativa do negócio ilícito.
Faziam parte do grupo também Joselito Henrique Franco, peneirador de soja, e Alex Sander Camargo de Amorim e Euripede Balsanufe Moreira Novais, ambos cuidavam da descarga dos produtos. Todos eram funcionários do armazém, com salários de R$ 400 a 700. No entanto, o padrão de vida deles é incompatível com os vencimentos. A Polícia vai investigar se há envolvimento do proprietário do depósito de grãos.
Os sete integrantes da quadrilha foram surpreendidos por policiais civis no momento que faziam a descarga de 44 mil quilos de soja. Havia também milhos e outros grãos no galpão.
Interrogados pela polícia, os integrantes disseram que os grãos eram transformados em ração. O inquérito será conduzido pelo delegado Claudinei Lopes, do Departamento de Patrimônio do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) de Rondonópolis. As investigações tiveram início há quatro meses.




















