De acordo com levantamento da Asmat, o consumo de carne de aves neste quadrimestre aumentou entre 10% e 15% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para consumidores de Cuiabá, frango é a alternativa
Redação (19/05/2008)- O aumento dos preços da carne bovina este ano impulsionou o consumo de frangos na Grande Cuiabá, colocando o produto como a principal alternativa para o consumo de proteína das famílias. De acordo com levantamento da Associação dos Supermercadistas do Estado de Mato Grosso (Asmat), o consumo de carne de aves neste quadrimestre aumentou entre 10% e 15% em relação ao mesmo período do ano passado.
“A população está consumindo mais frango porque os preços da carne bovina realmente estão muito altos”, admite o presidente da entidade e um dos proprietários da rede Modelo, Altair Magalhães.
Pesquisa realizada na sexta-feira pelo Diário de Cuiabá nas três principais redes de supermercado da cidade – Modelo, Big Lar e Comper – mostra o peso dos preços da carne para o consumidor quando comparado aos do frango. As estatísticas apontam alta de 30% este ano nos preços da carne bovina nas gôndulas dos supermercados.
Na sexta-feira – dia de promoção em lojas de Cuiabá – a alcatra estava sendo vendida por preços que variavam de R$ 10,99 a R$ 13,99. O coxão mole custava entre R$ 7,19 a R$ 8,99, contra filé R$ 10,99 a R$ 12,99, fraldinha R$ 7,19 a R$ 8,99 e, costela, R$ 4,49 a R$ 4,99.
Já o frango alcançou um dos preços mais baixos do ano na sexta-feira, chegando a ser comercializado por até R$ 2,29/Kg (inteiro). O preço mais baixo encontrado para os cortes de coxa e sobrecoxa foi de R$ 2,79.
O presidente da Asmat, Altair Magalhães, diz que hoje muitos consumidores estão substituindo a carne bovina por frango.
“De fato há uma inversão nos preços dos dois produtos”, citando como exemplo o preço da costela bovina no ano passado, que custava R$ 2,29 e estava empatada com o frango. “Hoje o frango custa praticamente o mesmo (R$ 2,29) e a costela saltou para R$ 4,49, quase o dobro do preço da ave”.
Segundo Magalhães, a alta nos preços da carne provocou queda em torno de 10% no consumo nos últimos três meses. “O pior é que não há perspectivas de baixa porque estamos entrando no período de entressafra”, disse ele.
O principal efeito está nos preços do boi, em alta hoje por causa da escassez do produto. Ontem, a arroba do boi gordo foi negociada a R$ 73 nas regiões de Rondonópolis, Barra do Garças, Pedra Preta, Cuiabá, Tangará e Paranatinga. Em outras regiões do Norte do Estado, os frigoríficos chegaram a pagar até R$ 72/arroba.
Segundo o coordenador do Centro de Comercialização de Bovinos (Centro-Boi) da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, Luís Heraldo Padilha, o consumo interno está aquecido, os frigoríficos continuam com escala curta de abate e trabalhando com apenas 60% de sua capacidade de produção.
Ele informou ainda que a tendência de alta foi sinalizada a R$ 91 em São Paulo para os meses de outubro e novembro na Bolsa de Mercadorias e Futuros (M&F) de São Paulo.
Já a situação do frango é inversa hoje. A produção segue crescente e os preços tendem a se manter.
O frango tem vantagens em relação ao bovino também no que tange à produção. O ciclo de produção do frango (abate aos 42 dias) é muito mais rápido do que os bovinos (dois a três anos). O frango também é mais competitivo do que o boi, já que tem preços baixos e seus subprodutos são mais acessíveis.
O presidente da Asmat concorda que o frango é a opção mais barata entre as carnes, mas acrescenta que o aumento da produção e do consumo nos últimos anos decorre também da maior demanda por carnes brancas, consideradas mais saudáveis para a alimentação.





















