Os ministros do meio ambiente dos países mais ricos do mundo, que juntos formam o G8, pediram ontem que fossem estabelecidas metas globais para cortar pela metade os gases do efeito estufa (GEE) em 2050, porém não especificaram nenhum objetivo a ser alcançado em médio prazo.
Ministros do G8 pedem meta de redução de 50% nas emissões em 2050
Redação (28/05/2008)- "Demos um passo adiante hoje, pequeno, porém muito importante", disse o secretário de estado do meio ambiente da Alemanha, Matthias Machning.
Os ministros do Grupo dos oito (G8) e das grandes países emergentes (Brasil, China e Índia) se reuniram no último final de semana na cidade de Kobe, no Japão, para preparar as discussões do Encontro de Julho, em Toyako, no norte do país.
Apesar de assinalarem a necessidade de metas em médio prazo, os ministros somente mencionaram dados científicos das Nações Unidas que diziam que os países ricos deveriam reduzir entre 25 a 40% as emissões em 2020 para evitar os piores efeitos do aquecimento global. "Sem uma meta de médio prazo obrigatória para os países em desenvolvimento, será muito difícil chegar a um acordo" até o prazo, disse Machning.
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A proposta de cortar em 50% as emissões em 2050 já havia sido aprovada pela maioria dos integrantes na última reunião na Alemanha. Somente os Estados Unidos e a Rússia foram contra.
"Com relação às mudanças climáticas, nós expressamos fortemente nossa vontade de tentar chegar a um acordo em Toyako para que possamos ter uma meta de cortar em pelo menos metade as emissões em 2050", disse o ministro de meio ambiente japonês, Ichiro Kamoshita.
Ainda não se sabe qual será o avanço no encontro de julho, uma vez que o grande impasse está em torno da posição dos Estados Unidos que insiste na participação de grandes economias emergentes no corte de emissões. "Para que estas metas tenham algum resultado, nós precisamos incluir não apenas os países do G8, mas todos que tenham emissões significativas", disse o vice-diretor da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, Scott Fulton.
"Estamos em um ponto onde é preciso uma mensagem bastante ambiciosa vinda do Encontro do G8 para que as discussões internacionais sobre mudanças climáticas evoluam", disse Mika Obayashi, da ong Instituto para Políticas Energéticas Sustentáveis.
Para ela, esta reunião representa só uma parte do avanço. "Eles não especificaram onde eles estabelecerão metas de longo prazo, nem foram adiante dizendo que metas de médio prazo devem ser efetivas", afirmou.
Transferência tecnológica
Os ministros destacaram a necessidade de ajudar os países em desenvolvimento a se adaptarem às mudanças climáticas e a estabelecerem limites de emissões. Porém disseram que o setor privado terá que participar no pagamento de "centenas de bilhões de dólares por ano" que, segundo negociadores climáticos da ONU, serão fundamentais para enfrentar as questões.
"Financiamentos ajudarão a desbloquear contribuições das economias emergentes na solução do problema, sem a qual não podemos fazê-lo por questões científicas e matemáticas", disse o secretário de estado para o Desenvolvimento Internacional da Grã-Bretanha, Hilary Benn.
A principal delegada do Brasil, Ana Maria Fernandes, insistiu na questão de repasse de tecnologias para os países em desenvolvimento. "Certamente o setor privado tem um papel importante, mas nós achamos que os Estados e os governos também têm um papel a desempenhar na ajuda aos países em desenvolvimento para aprimorar a tecnologia", disse no encontro.





















