Oito sessões consecutivas de valorizações e três máximas históricas depois, o milho encerrou a semana passada como o grande responsável pela alta dos principais índices globais de commodities.
Semana de recordes para o milho em Chicago
Redação (16/06/2008)- Alavancados sobretudo por adversidades climáticas em regiões produtoras do Meio-Oeste americano, os contratos futuros do grão (segunda posição de entrega, posição atualmente ocupada pelos papéis para setembro) subiram expressivos 12,35% na bolsa de Chicago apenas na semana passada. Na sexta-feira, esses contratos encerraram o pregão negociados a US$ 7,4575 por bushel, o terceiro recorde seguido, e passaram a acumular ganhos de 59,78% em 2008, de 80,79% nos últimos 12 meses e de 192,45 em dois anos, segundo cálculos do Valor Data. São variações positivas maiores que as registradas por soja e trigo, que também seguem em rota ascendente em Chicago. Também fortemente influenciada pelo clima nos Estados Unidos – e igualmente sensível às variações de petróleo e dólar -, a soja para entrega em agosto (segunda posição) fechou a sexta-feira negociada a US$ 15,5975 por bushel, também o maior nível da história. Na semana passada, quando também não houve qualquer dia de baixa para o grão, os ganhos acumulados foram de 7,03%, ampliando a alta em 2008 para 28,45%, em 12 meses para 87,19% e nos últimos dois anos para 158,88%, segundo o Valor Data. Mesmo o trigo, que nas últimas semanas se descolou de milho e soja e chegou a registrar quedas que há muito não se via, recuperou-se na semana passada em Chicago, claramente influenciado pela elevação do milho. Os contratos do cereal para entrega em setembro (segunda posição) fecharam a sexta-feira a US$ 8,9950 por bushel, 31,50 centavos de dólar a mais que na véspera. Assim, mostra o Valor Data, o cereal passou a apresentar variação posição de 0,73% em 2008, de 48,68% em 12 meses e de 132,43% em dois anos. Leia também no Agrimídia:





















