Entre os principais programas do IPA na área de pesquisa, estão à obtenção de cultivares para uso comercial.
Agronegócio do milho tem o apoio do IPA em Permambuco
Redação (27/06/2008)- Esta é a época de colher a produção do milho plantado em meados de março. O cereal verde e em espigas tem o seu maior consumo no Nordeste no período junino. Além disso, também integra a cadeia produtiva da avicultura, a segunda mais importante de Pernambuco, ficando somente abaixo da cana-de-açúcar, no âmbito do agronegócio em Pernambuco. Além disto, o milho é um dos produtos mais cultivados na agricultura familiar brasileira, tanto para a subsistência quanto para a venda local. Sua produção no Brasil, juntamente com a da soja, contribui com cerca de 80% da oferta de grãos.
O Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA vem desenvolvendo uma série de projetos relacionados ao incentivo à produção de milho, desde a pesquisa de novas variedades até a capacitação dos agricultores em técnicas de produção e manejo, além da distribuição de sementes de boa qualidade. “Entre os principais programas do IPA na área de pesquisa, estão à obtenção de cultivares para uso comercial: produção de grãos e três gêneros de milho verde, para forragem e doce, visando sobretudo o aumento potencial de produção e adaptabilidade aos diferentes ambientes agroecológicos de Pernambuco”, informa o presidente do instituto Júlio Zoé.
Neste âmbito, são implementados processos de seleção de cultivares de milho visando tolerância à seca e à acidez do solo, problemas estes ocorrentes nas diferentes regiões do Estado. Os trabalhos de seleção de milho verde são conduzidos na Estação Experimental do IPA, em Vitória de Santo Antão, onde são realizadas as pesquisas de melhoramento genético. O milho verde e o feijão verde são considerados as “hortaliças” comercializadas em maior volume, na Zona da Mata de Pernambuco. Já o milho em grão atende, notadamente, o mercado avícola.
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Em Pernambuco são cultivados em média 300 mil hectares por ano, sendo a produtividade de cerca de 700 a 800 quilos por hectare, considerada muito baixa. Segundo o coordenador do Programa de Agricultura Familiar e Socioeconômica, José Nildo Tabosa, a produção de milho em Pernambuco ainda é muito deficitária, atendendo a apenas uma quinta parte da demanda do mercado.
Só este setor avícola demanda, anualmente, cerca de 500 a 600 mil toneladas de milho, o que deixa o Estado na dependência da importação do produto de outras regiões brasileiras e do Exterior. Para José Nildo Tabosa, uma solução para equilibrar a oferta e a demanda seria produzir também o sorgo granífero. “O avicultor pernambucano é empreendedor. Mesmo com as dificuldades relativas ao mercado, ele mantém-se nas primeiras posições no ranking nacional, o que contribui para que esta opção no futuro venha a se concretizar”.
Zoneamento – Pesquisadores do IPA integram a equipe técnica do zoneamento de risco climático para a cultura do milho dentre outras culturas. Trata-se de um estudo que vem sendo feito junto com a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, a Embrapa e Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O objetivo é levantar informações que viabilizem propostas de desenvolvimento sustentável para o setor agropecuário. No estudo, é levado em consideração quando, como, onde e o que plantar nas diferentes regiões fisiográficas de Pernambuco.
Outra ação do Governo neste campo é o Programa de Distribuição de Sementes. Este ano, foi distribuído um total de 396,89 toneladas de sementes de milho em uma área de 10.500 hectares. O programa, além de garantir a entrega gratuita de sementes aos agricultores familiares, também viabiliza acesso à assistência técnica.





















