Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Tarifa dos EUA ao etanol do Brasil deve acabar, diz “Economist”

Os argumentos em favor do fim da tarifa de US$ 0,54 por galão (cerca de R$ 0,22 por litro) foram fortalecidos pela alta no preço do petróleo e pelas enchentes que destruíram as lavouras de milho.

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Redação (27/06/2008)- A revista britânica The Economist traz na edição que chega às bancas nesta sexta-feira um artigo em que elogia o etanol brasileiro, dizendo que o combustível é alvo de críticas injustas, e defende o fim da tarifa imposta pelos Estados Unidos à importação do combustível produzido no Brasil.

Intitulado Lean, green and not mean (Enxuto, verde e bom, em tradução livre), o texto disse que os argumentos em favor do fim da tarifa de US$ 0,54 por galão (cerca de R$ 0,22 por litro) "foram fortalecidos pela alta no preço do petróleo e pelas enchentes que destruíram as lavouras de milho no Meio Oeste" dos Estados Unidos, usadas para produzir etanol no país.

"Isso fez com que os preços do milho subissem muito e tornou a idéia de subsidiar a lavoura para produzir etanol uma idéia ainda pior do que era antes, visto que, em vez disso, há um etanol mais verde e barato que os Estados Unidos poderiam comprar do Brasil."

A revista defende o etanol brasileiro das críticas mais comuns feitas a ele, como a de que a produção do biocombustível teria colaborado para o aumento mundial no preço dos alimentos e incentiva produtores a devastar trechos de floresta amazônica para aumentar sua área para plantação.

"Tais preocupações são aparentemente prematuras", diz o artigo, argumentando que a área reservada para produção extensiva de gado é muito maior que a dedicada à cana e que a lavoura pode aproveitar áreas de pasto degradadas com "pouco ou nenhum efeito sobre o preço da carne".

"Protecionistas hipócritas"

Além disso, a revista diz que a maior parte do etanol brasileiro é produzida em canaviais "a milhares de quilômetros da Amazônia, no Estado de São Paulo ou no Nordeste".

A Economist reconhece que, no Brasil, os trabalhadores que atuam na colheita da cana enfrentam condições duras e que houve casos de pessoas sendo submetidas a condições de semi-escravidão – outra crítica feita à produção do etanol no Brasil.

"O corte da cana é um trabalho de quebrar as costas, e todo ano algumas pessoas morrem durante a colheita", diz o artigo, que ressalta, entretanto, que outros tipos de lavoura matam mais trabalhadores rurais no Brasil.

O texto conclui dizendo que, para os brasileiros, os estrangeiros que defendem barreiras ao etanol em nome do meio ambiente ou da alta dos alimentos são "protecionistas à antiga em um disfarce hipócrita" e que a tarifa "deve acabar".

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