A Câmara Britânica de Comércio e Indústria, em São Paulo, promoveu um encontro entre seus associados e CEOs de empresas para receber o Ministro do Meio Ambiente
Na Britcham, Joaquim Leite debate iniciativas em torno de ações de sustentabilidade

Com a presença da presidente da entidade, Ana Paula Vitelli, e de Jonathan Knott, Comissário de Comércio de Sua Majestade para a América Latina e Caribe e Cônsul Geral em São Paulo, o debate teve como foco as mudanças climáticas mundiais e a construção de uma agenda positiva em torno de matrizes energéticas mais limpas, também com a contribuição do setor privado e destacando a importância de que as esferas pública e privada se reúnam para achar soluções efetivas para os desafios existentes.
Jonathan Knott ressaltou que o comprometimento do Reino Unido com a pauta climática é total. ‘’Pretendemos zerar as emissões de carbono até 2050. Com o apoio da Britcham, o governo britânico tem a oportunidade de estreitar laços comerciais com um país como o Brasil, que oferece imensas oportunidades de explorar a economia verde’’.
Já o Ministro Joaquim Leite mostrou desenvoltura e envolvimento ao tratar de temas como sustentabilidade e de caminhos para matrizes energéticas limpas. Um dos highlights do seu ministério é justamente a agenda em torno do desenvolvimento da energia eólica offshore, fonte de energia limpa e renovável que se obtém a partir do aproveitamento da força do vento que sopra em alto-mar, onde este alcança uma velocidade maior e mais constante, devido à inexistência de barreiras.
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Por conta da extensão da costa brasileira, as possibilidades para geração dessa fonte de energia são imensas. ‘’Poderíamos gerar 700 gigawatts de potência anual, o que corresponderia aproximadamente à produção de 50 Usinas de Itaipu’’, destacou Joaquim, mirando no imenso potencial para exportação desta matriz energética. Para isso, é claro, o governo brasileiro necessitaria de investimentos. ‘’Segundo estudos da consultoria norte-americana McKinsey, para que a produção de energia eólica offshore brasileira alcançasse desenvolvimento pleno, seriam necessários US$ 200 milhões em investimentos iniciais’’, ressaltou o Ministro.
Leite também frisou que seu Ministério trabalha para alcançar a agenda de ingresso do Brasil na OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Ele esteve em Paris em março deste ano, onde participou da reunião ministerial do Comitê de Política Ambiental da entidade. “Viemos mostrar que o Brasil tem ações concretas na direção de uma nova economia verde”, ressaltou, à época.
Em reunião com o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, Joaquim também deixou claro que o nosso país é parte da solução para o mundo criar uma economia verde neutra em emissões até 2050. Aos ministros dos países que compõem a OCDE, ele afirmou que o Brasil trata com prioridade as três áreas que nortearam a reunião: qualidade do ar, descarte de plásticos e mudança climática.
No evento da Câmara Britânica de Comércio e Indústria, o Ministro também fez questão de lembrar aos convidados que acredita em uma transição consciente e gradual para a economia verde: ‘’O caminho para as mudanças de matrizes não é radical. É uma transição, e não uma revolução, já que os setores públicos e privados têm de se preparar e se adaptar no meio do caminho, para que no final todos saiam ganhando’’.




















