Julho: Para fornecer ovos sustentáveis, o Brasil precisa investir em bem-estar animal

A edição 1327 da Avicultura Industrial trouxe um especial sobre sustentabilidade.
Em vídeo no seu canal do YouTube, a chef de cozinha e celebridade Paola Carosella aparece segurando nos braços uma galinha. A ave tem até nome – Pinga – e, segundo a ex-jurada do programa MasterChef Brasil, leva uma vida digna e feliz. “E o que é vida digna para uma galinha?”, pergunta, retoricamente, antes de ela mesma responder: “Uma galinha precisa ciscar, ficar solta, ou pelo menos passar algumas horas do dia solta. Ter acesso à luz do sol e não crescer dentro de uma gaiola, trancada, com luz artificial”. É só depois de explicar isso para uma audiência de quase 200 mil pessoas – e de terminar de acariciar Pinga – que a festejada cozinheira passa finalmente a ensinar receitas que levam ovos como ingrediente principal.
Paola Carosella não é a única preocupada com a qualidade de vida das galinhas. De acordo com a plataforma Observatório Animal, mais de 150 empresas instaladas no Brasil assumiram o compromisso de abolir nos próximos anos a utilização de ovos provenientes de aves criadas em gaiolas. Algumas são verdadeiras gigantes do setor alimentício: Burger King, Cacau Show, Giraffas, Bauducco, Habib’s, Nestlé, Nissin, Subway e Starbucks. Outras sequer precisaram desse tempo e já completaram a transição. É o caso da Aurora, da fabricante de massas Barilla e da BRF, responsável por mais de 30 marcas.
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O bem-estar animal é um dos pilares de uma produção sustentável. Para receber essa chancela, a mercadoria também precisa ser proveniente de uma cadeia “ambientalmente responsável, socialmente justa, economicamente viável e que promova a saúde humana”, conforme define Anna Cristina Souza, gerente de Programa e Políticas Corporativas na Humane Society International, uma das maiores organizações de proteção animal do mundo.
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