Escócia planeja proibir gaiolas para galinhas poedeiras até 2034

O governo escocês anunciou planos para eliminar progressivamente o uso de gaiolas para galinhas poedeiras.
A administração, sediada em Edimburgo, lançou uma consulta pública sobre a proposta, buscando a opinião da indústria avícola.
A previsão é que a proibição de novas gaiolas comece em 2033, seguida de uma proibição total em 2034.
O Reino Unido já havia proibido as gaiolas em bateria em 2012, adotando as gaiolas enriquecidas que oferecem mais espaço para as aves nidificarem, se empoleirarem, arranharem e descansarem.
Em fevereiro de 2024, mais de 1,1 milhão de galinhas ainda estavam em gaiolas na Escócia. Uma pesquisa de 2020 indicou que 88% dos britânicos consideram as gaiolas na agricultura cruéis, e 77% apoiaram a proibição total de seu uso.
Jim Fairlie, Ministro da Agricultura, destacou o compromisso da Escócia com o bem-estar animal, ressaltando que a medida posicionaria a Escócia como líder no Reino Unido nesta área. Ele também mencionou que outras legislações europeias estão se movendo na mesma direção, com países como Luxemburgo e Áustria já tendo proibições em vigor.
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O Conselho Britânico da Indústria de Ovos expressou preocupação com possíveis impactos econômicos da proibição, como perda de empregos e redução das exportações.
Gary Ford, CEO do conselho, comentou que aproximadamente um quarto dos ovos consumidos no Reino Unido provêm de sistemas de gaiolas enriquecidas, que são essenciais para atender a demanda por alimentos acessíveis e de alta qualidade, especialmente durante a crise do custo de vida.
Ford alertou que uma proibição poderia levar os varejistas a importar ovos de países com padrões de bem-estar inferiores.





















