Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Pesquisa

Ácidos orgânicos em água de bebida de matrizes suínas e seu impacto sanitário nas granjas

Uso de acidificantes tamponados tem capacidade antimicrobiana, que colaboram de maneira natural com o status sanitário e nutricional dos animais, diz especialista Quando o manejo não é bem-sucedido ou inadequado,…
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Ácidos orgânicos em água de bebida de matrizes suínas e seu impacto sanitário nas granjas

Uso de acidificantes tamponados tem capacidade antimicrobiana, que colaboram de maneira natural com o status sanitário e nutricional dos animais, diz especialista

Quando o manejo não é bem-sucedido ou inadequado, é possível observar clinicamente um aumento na incidência de problemas genito-urinários em fêmeas. Andréa Silvestrim, gerente técnico comercial Latam da Trouw Nutrition, explica que a infecção do trato urinário em porcas é um dos desafios sanitários que mais causam problemas reprodutivos nas granjas, especialmente nos últimos anos, com o aumento da prolificidade e do número de leitões nascidos vivos. Esse conjunto de fatores inadequados no manejo das matrizes resulta em taxas elevadas de descarte, perdas reprodutivas e maior mortalidade entre as fêmeas, além de gerar custos adicionais de reposição e tratamento terapêutico.

“Infecções no aparelho genito-urinário são patologias graves que podem se manifestar de várias formas, incluindo cistite severa, que pode levar ao aborto, microaborto na primeira semana e menor número de leitões nascidos. Essas infecções impactam negativamente a produtividade das granjas”, alerta Andréa.

Uma das principais causas dessa enfermidade é o baixo consumo diário de água, aliado à baixa qualidade da água fornecida. Segundo a Embrapa, as porcas devem ter acesso livre a água de boa qualidade, com temperatura inferior a 20°C. A quantidade de água ingerida varia conforme a fase da vida da porca: durante a gestação, o consumo diário ideal é de 18 a 20 litros, enquanto, no pico de lactação, uma fêmea deve consumir entre 40 e 42 litros de água por dia. No entanto, Andréa Silvestrim destaca que, em visitas a propriedades, foi observado que fêmeas em lactação estavam consumindo apenas entre 15 e 18 litros de água, um volume insuficiente para uma fêmea com uma média de 15 leitões em lactação. Esse é um dos principais fatores que contribuem para o surgimento dessa anomalia.

 “É essencial monitorar a quantidade e a qualidade da urina das porcas através do método de urinálise, um procedimento que nos mune de informações relevantes, como a prevalência de infecção urinária no rebanho, analisando se a urina é límpida ou turva, a presença de cistite (identificada por algo semelhante a pó de giz na vulva), dificuldade de micção ou presença de sangue. Essas infecções podem levar a aborto, anestro (falta de cio), descargas vulvares com pus e à Síndrome MMA (Mastite, Metrite e Agalaxia), resultando em uma perda econômica significativa”, ressalta a gerente da Trouw Nutrition.

Para identificar o problema, é recomendado submeter as granjas o procedimento de análises da urina, ou seja, a urinálise, como o POP (Teste de Urina), que examina a urina no próprio local de forma visual e envia possíveis amostras para análise laboratorial (microbiológica) visando a detecção da presença de patógenos na urina das fêmeas. “As amostras são fáceis de coletar, o desafio está na interpretação. Essa tarefa deve ser confiada a especialistas que entendem do assunto, como a equipe da Trouw Nutrition, que trabalha na interpretação dos resultados para identificar e corrigir problemas, reduzindo o uso de antibióticos tanto em animais de reprodução quanto de produção”, completa a especialista.

A utilização de ácido orgânico como o Selko® AlpHa na água de bebida, em doses específicas e adequadas, é recomendada pelos especialistas da empresa. Esse produto estimula o consumo de água, gera maior bem-estar da fêmea e minimiza as infecções por bactérias patogênicas, em especial as Gram-negativas. Além disso, quando associado a um blend de ácidos orgânicos de cadeia curta e média na ração (Selko Selacid GG), modulam a microbiota de forma mais ampla com redução das necessidades de defesa, alterando positivamente o status sanitário.

Além dos cuidados com o consumo de água, é importante que o produtor esteja atento a ambientes sujos e úmidos, à baixa imunidade e ao escore corporal das fêmeas. Garantir boa nutrição, limpeza do ambiente, locais secos e bem-estar são os principais pontos de partida, contudo, nosso maior foco é a tomada de prevenção para o plantel da granja. 

A análise da água é fundamental. Identificar e realizar análises clínicas das fêmeas para corrigir esses problemas é parte essencial das medidas preventivas. “A detecção precoce de infecções facilita o tratamento e reduz o uso de antibióticos. O uso de acidificantes também contribui para melhor produtividade, bem-estar animal, consumo de ração e condição corporal, por exercerem papéis essenciais no trato gastrointestinal como a redução ou controle do pH, efeito antimicrobiano, melhorar a digestibilidade e absorção de nutrientes”, finaliza Andréa Silvestrim.

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