Mercado de milho em Chicago: preços em alta, mas limitados por fatores externos

O mercado de milho da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerrou o pregão de hoje com uma valorização nos preços, impulsionada pela desvalorização do dólar e pela robusta demanda por milho americano. Apesar do cenário positivo, o ímpeto de alta foi contido por dois fatores principais: a realização de lucros por parte dos investidores, após duas sessões de ganhos expressivos, e a postura do governo dos Estados Unidos em relação às negociações comerciais com a China.
A ausência de uma perspectiva de acordo comercial de curto prazo entre os Estados Unidos e a China, especialmente no que diz respeito às tarifas sobre produtos como o milho, gera incertezas no mercado e limita o potencial de valorização.
No âmbito da demanda, exportadores privados dos EUA reportaram ao Departamento de Agricultura a venda de 330 mil toneladas de milho para o México, com entrega prevista para a safra 2025/26. Esse volume expressivo demonstra o apetite internacional pelo produto americano e exerce pressão altista sobre os preços.
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No fechamento do pregão, os contratos futuros de milho para março de 2025 apresentaram uma leve queda de 0,25%, atingindo o patamar de US$ 4,93 1/4 por bushel. Já os contratos com vencimento em maio de 2025 se mantiveram estáveis em US$ 5,04 3/4 por bushel.
Em resumo: o mercado de milho em Chicago opera em alta, impulsionado pela demanda e pela desvalorização do dólar, mas encontra dificuldades em consolidar ganhos devido à realização de lucros e à falta de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.





















