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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,19 / kg
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Nutrição

#TBT Agrimidia: Nutrição de poedeiras e estudos na história da avicultura brasileira

Descubra a importância da nutrição de poedeiras com a edição nº 930 da Agrimidia e os níveis ideais de proteína.

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#TBT Agrimidia: Nutrição de poedeiras e estudos na história da avicultura brasileira

A edição nº 930 da revista Avicultura Industrial, publicada em 1983, abordou um tema ainda atual na nutrição de poedeiras e frangas: a definição dos níveis ideais de proteína em diferentes fases de crescimento e produção. Em meio às transformações técnicas da época, o conteúdo destacava a necessidade de abandonar as recomendações generalizadas, reforçando a importância de programas nutricionais ajustados às particularidades de cada plantel. Um estudo conduzido por Keshevarz, da Universidade de Cornell, foi destacado como referência, trazendo dados experimentais que relacionam diretamente o desempenho produtivo das aves com os teores de proteína adotados ao longo do desenvolvimento.

Níveis de proteína para frangos em crescimento e poedeiras

A definição dos níveis ideais de proteína para poedeiras em diferentes fases de produção — e, em menor grau, para frangas em crescimento — continua sendo tema de debate técnico. Os fatores que influenciam essas decisões vão desde o custo das rações (que aumenta com teores mais elevados de proteína), passando pelo peso e qualidade das aves, até o nível de produção, o consumo de ração e os objetivos quanto ao tamanho dos ovos.

Cada lote possui características únicas, o que leva à necessidade de programas nutricionais específicos. A era das recomendações nutricionais universais está superada: hoje, é essencial avaliar as exigências particulares de cada plantel e as prováveis consequências da adoção de diferentes estratégias de alimentação.

Nesse contexto, uma pesquisa conduzida por Keshevarz, da Universidade de Cornell, traz dados relevantes. O estudo avaliou frangas comerciais da linhagem Leghorn submetidas a três programas nutricionais durante o crescimento. O primeiro grupo seguiu um programa convencional de três fases: 18% de proteína de 0 a 6 semanas, 15% de 6 a 14 semanas e 12% de 14 a 20 semanas. O segundo grupo recebeu 18% de proteína de 0 a 6 semanas e 12% de 6 a 20 semanas. Já o terceiro grupo foi alimentado com 18% de 0 a 6 semanas, 12% de 6 a 18 semanas e, novamente, 15% de proteína de 18 a 20 semanas.

As linhagens utilizadas não foram especificadas, mas o estudo aponta que os alvos de peso para poedeiras com 20 semanas variam entre 1.300 e 1.400 g. No experimento, nenhuma ave atingiu esse peso, sendo os resultados relacionados diretamente com o desempenho posterior.

Com 28 semanas, as diferenças de peso entre os grupos haviam desaparecido. No entanto, entre 20 e 36 semanas, a produção de ovos foi proporcional ao peso corporal e à maturidade sexual. Aves com menor peso apresentaram início de postura mais tardio e menor produção inicial, além de colocarem ovos de menor peso. Já os grupos com melhor desempenho corporal mostraram produção mais precoce e consistente.

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