Entenda como os preços do milho em queda com colheita recorde e demanda fragilizada afetam o mercado agrícola no Brasil.
Preços do milho em queda com colheita recorde e demanda fragilizada

Os preços do milho continuam em queda no mercado doméstico, de acordo com levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A pressão sobre os valores é atribuída principalmente ao avanço da colheita da segunda safra, que projeta uma produção recorde, e à retração da demanda por parte dos compradores.
Adicionalmente, a demanda externa enfraquecida reforça o movimento de baixa no preço interno do cereal. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em seu 10º levantamento de safra, apontou um aumento na produção total de milho no Brasil. Esse reajuste positivo em julho — tanto em relação ao relatório de junho quanto ao de julho de 2024 — deve-se às maiores produções esperadas para as primeira e segunda safras, conforme explicam pesquisadores do Cepea.
No agregado, a Conab estima uma produção de 131,97 milhões de toneladas de milho na temporada 2024/25, consolidando um crescimento de 14,3% frente ao ano anterior (2023/24) e marcando a maior colheita da história.
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